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CIO do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul inova no setor público

Formado em análise de sistemas, Luis Felipe Schneider teve uma breve passagem pelo setor de telecomunicações antes de prestar concurso para o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). Em 1997, ele iniciou sua jornada na TI do Tribunal até conquistar, em 2008, o cargo máximo na área.

“Minha ideia era ficar por volta de dois anos e partir para novas oportunidades. Mas as coisas começaram a acontecer rapidamente e passei a coordenar uma equipe. Depois, fui diretor de sistemas e em seguida assumi como CIO”, lembrou o executivo em conversa com a CIO Brasil.

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Ficou à frente da TI por nove anos, quando aceitou o desafio de tornar-se assessor de TI em uma área jurídica no próprio TJRS. Mas decidiu voltar às raízes no começo de 2018 e reassumir a cadeira de tecnologia da informação. Apesar de breve, essa temporada, revela o executivo, foi de grande aprendizado. “Foi importante para ver o lado de fora da TI e na minha volta isso foi fundamental para que eu promovesse mudanças estruturais de forma mais natural”, revelou.

Nasce um líder
Comandar um time de 300 talentos, entre servidores e terceiros, espalhados em 200 prédios do Estado não é tarefa fácil e Schneider reconhece o desafio permanente de gestão na busca por melhores resultados. Para isso, ele aposta no estilo de liderança participativo e menos hierárquico.

A gestão de times foi uma capacidade adquirida com o tempo, contou. “Minha origem é analista de sistemas e no começo em me pegava discutindo sobre a solução. Depois, passei a pensar efetivamente nos negócios.”
Mas nem por isso, ele deixou de ser menos detalhista com os requisitos técnicos de projetos. “Acredito que é preciso fazer uma boa análise dos requisitos de um projeto para que se possa dominar tudo o que está relacionado à iniciativa, porque certamente teremos entregas melhores.”

Esse aprendizado veio acompanhado dos desafios na transição de processos puramente físicos para eletrônicos no Tribunal, no qual a visão de negócios foi crucial. “Foi uma grande transformação, que veio acompanhada de grande inovação.”

Para aguçar a inovação, Schneider revelou que em 2017 fez um curso em big data e data science, além de tecnologias voltadas para inteligência artificial (AI). “Essa jornada esteve muito em linha com meu desejo de trabalhar em entregas para resultados, visto o volume de demanda que os poderes têm”, disse.

No seu time, a inovação acontece em várias frentes. O executivo contou que promove workshops com os times para pensar em projetos focados em melhorias para os negócios e que englobem tecnologias emergentes como inteligência artificial, big data e cloud.

Transformação digital no front
Pesquisa de 2018 do instituto de pesquisas Gartner revelou que 62% dos CEOs declararam que têm uma iniciativa transformacional em curso para tornar a empresa mais digital. No setor público essa revolução aconteceu um pouco depois em comparação com as empresas privadas, mas a ideia é que as iniciativas sejam aceleradas daqui para frente.

Schneider apontou que o processo eletrônico vem avançando no TJRS e já são 3 milhões ativos no formato digital. É uma iniciativa grandiosa e altamente estratégica para o Estado. “Começamos esse processo praticamente há uma década e ele deverá ser finalizado em 2020”, contou.

A iniciativa, indicou, não só acelera processos, como também facilita a vida de advogados, uma experiência parecida com a dos bancos, que fortaleceram suas iniciativas digitais, reduzindo filas e idas às agências físicas.

Ao mesmo tempo, diversas inovações surgem para apoiar os magistrados em suas rotinas. Um dos exemplos citados pelo CIO é o desenvolvimento de projetos que agregam inteligência artificial para ajudar juízes no julgamento com base em mais elementos. É a nova era que chega com força ao setor público.

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Redação
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