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No fim de julho, o Facebook reportou seus ganhos pela primeira vez desde sua oferta pública incial: US$ 1,18 bilhão de receita no segundo trimestre do ano, o que representa 32% a mais do que no ano passado.
Alegando ter 955 milhões de usuários ativos mensalmente, com mais da metade logada todos os dias, a rede social tem muito para comemorar. Mas, com seu desempenho desapontador no IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações), tem muito ainda a provar. E também tem muito a provar a seus usuários, que mostram sinais do que muitos chamam de “fadiga do Facebook”. Não há dúvidas que apesar de seus erros, a empresa continua sendo uma superpotência em rede social que toca e afeta muitas pessoas, mas seus competidores estão conquistando usuários e aumentando a participação.
Segundo relatório do American Customer Satisfaction Index (ACSI) E-Business , lançado em 17 de julho, o gigante social viu a maior queda em satisfação de clientes entre empresas da internet, com retração de 8%, indo para 61 em uma escala de cem pontos. Enquanto isso, o Google+ fez 78 pontos. O relatório observa que a satisfação dos usuários com a rede social do Google pode ser atribuída à falta de publicidade tradicional e uma forte solução móvel, duas coisas que a empresa de Mark Zuckerberg não possui.
Participantes do Facebook também se mostram insatisfeitos com as mudanças na interface da rede – com foco na nova Timeline – bem como problemas com a privacidade. Recentemente, eles mostraram insatisfação quando o e-mail do Faceboook se tornou o padrão nos perfis, sem aviso prévio.
O relatório observa que, como uma categoria, a mídia social caiu 1,4% ,para 69. O estudo mediu números de algumas empresas pela primeira vez: Google +, Pinterest (que marcou 69 pontos) e Twitter, com 64 pontos.
Em maio de 2012, na coluna do New Yorker , Steve Coll observou o dilema da rede social:
“O modelo de negócios de Zuckerberg exige a confiança e lealdade de seus usuários para que ganhe dinheiro com sua participação. Em contrapartida, ele deve ampliar essa confiança para ganhar mais dinheiro, o que inclui a venda de informações pessoais desses mesmos usuários. O IPO aumentará essa tensão. Isso significa mais anúncios e mais criatividade para descobrir formas de comercializar as atividades pessoais, culturais, políticas e até mesmo revolucionárias de seus integrantes”, comentou.
Tudo isso pesou para Coll que, após alguma pesquisa, desativou sua conta.
Não há evidências de uma migração dos usuários, ou mesmo um abandono de visitas. Mas é claro que a rede social está em uma encruzilhada, e também que é óbvio que seus competidores estão se levantando.
Google+: a rede social do Google, o Google+, estava com 170 milhões de usuários em maio desse ano, segundo a Go-Gulf.com. Um dos diferenciais do ambiente são os Círculos, onde os contatos são categorizados, conseguindo manter à parte as interações pessoais das coorporativas. O Facebook aumentou sua habilidade nessa área, mas ainda há muitas coisas na rede que são difíceis de realizar. O recurso Hangout também é atrativo, devido à sua interface clean (ou seja, livre de anúncios) e integração com a plataforma geral da marca.
LinkedIn: o LinkedIn, com seus 150 milhões de usuários, sempre foi conhecido como a rede social para profissionais. Sua interface sem frescura mantém os usuários engajados e satisfeitos.
Twitter: há muitas diferanças entre o Twitter (com seus 555 milhões de usuários) e o Facebook, mas o maior, segundo o blog New York Times Bits , é a confiança: “o Twitter nunca tornou públicas as informações privadas de seus usuários ao apresentar novos recursos. Diferentemente do gigante social, o Twitter não faz mudanças infinitas em sua política de privacidade”. A falta de confiança no Facebook talvez seja o maior motivador para mudança de plataforma.
Pinterest: como o LinkedIn, o Pinterest é uma rede social mais focada. Com mais de 11 milhões de usuários e crescendo, é essencialmente um boletim online, onde internautas podem postar imagens de coisas que gostam, projetos finalizados e – notavelmente – coisas que desejam. Aparentemente o Facebook testa um botão “Quero”, que daria aos publicitários dados ricos e seria uma resposta direta ao aumento da popularidade do Pinterest.
So.cl: O So.cl, da Microsoft, é apenas uma promessa, mas com o recente anúncio das capacidades sociais aumentadas no Office, sem mencionar o potencial para integração social interna/externa com o SharePoint, já vale a pena observar. A rede – que combina elementos de rede social, busca e compartilhamento de vídeos – foi incialmente apresentada para uma universidade, mas agora é aberta para qualquer um que se interesse.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini
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