Todos da equipe percebem que o projeto no qual estão envolvidos deu errado
quando recebem a notificação de que o orçamento estourou ou a de que deixaram de cumprir as metas pré-estabelecidas. CIOs, porém, precisam estar aptos a identificar indícios de um possível fracasso,
antes que ele aconteça, para evitarem desperdício de dinheiro e de tempo.
Em vez de tentar justificar a falha e o cancelamento de projetos responsabilizando fatores
externos – como a economia mundial, mudanças políticas, incertezas
mercadológicas –, os gestores devem utilizar fatores mais palpáveis para evitar que os erros se repitam.
Seguem cinco dicas que podem ajudar o CIO a mapear se o projeto caminha para o sucesso ou o fracasso:
1. Falta de direcionamento por parte do gestor:
O CIO pode perceber que sua liderança é ou está inconsistente quando se vê
mudando constantemente as orientações para equipe ou, ainda, tem
dificuldades em sustentar sua posição perante questionamentos do time;
2. Pouco alinhamento entre o projeto e as metas do negócio
Além de prejudicar todo o esforço em si, quando um líder de TI gerencia uma iniciativa cujos objetivos não são os mesmos que os da organização perde a credibilidade e passa a ser visto pelo board como um profissional técnico, cujo conteúdo e atuação não estão relacionados à estratégia corporativa;
3. Comunicação ineficaz entre gestor e sua equipe
Sem mensagens claras e, muitas vezes, até óbvias, o CIO não poderá
garantir que suas orientações foram plenamente absorvidas pelos membros
da equipe ou pelos envolvidos no projeto. Além de metas objetivas, os líderes têm de estar disponíveis para conversas e discussões sobre a iniciativa;
4. Pouco entendimento entre os membros do time
Mesmo que sejam profissionais preparados e qualificados para o desempenho das funções relacionadas ao projeto, os elementos da equipe devem respeitar e, acima de tudo, ouvir e considerar as opiniões uns dos outros;
5. Muita competição entre membros da equipe
É natural
que em todas as equipes haja uma certa competição entre seus membros,
porém, em alguns casos, essa postura atrapalha a realização das tarefas
em grupo e, consequentemente, o desempenho do time em relação ao
projeto.
(*) Paul Glen é CEO da Leading Geeks
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