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Cientista de dados: o especialista com foco em Big Data

Gerentes de TI que já passaram por uma ou duas mudanças de paradigmas podem ser perdoados se não levaram a sério os muitos avisos da falta crítica de especialistas com habilidades em Big Data. Segundo Alice Hill, diretora do site norte-americano de anúncio de empregos  TI Dice.com, as novas grandes tecnologias que chegam ? o que acontece a cada dois ou três anos ? causam a falta de especialistas no mercado .

?Há falta de habilidades disponível em novas tecnologias, exatamente por ela ser nova e as pessoas não terem tido tempo de serem treinadas. Se a falta continua por muito tempo pode elevar salários, mas o que geralmente acontece é que as empresas acabam treinando sua equipe e contratam apenas algumas outras com mais especialização?.

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A escassez ? ou pelo menos essa percepção ? se torna mais intensa quando o mercado geral para profissionais de TI aquece, embora a contratação e a procura por profissionais dessa área tenha sido relativamente estável durante a recessão econômica nos últimos anos, afirma o U.S. Bureau of Labor Statistics (Agência de estatística de trabalho dos Estados Unidos).

A taxa de desemprego na área é cerca da metade da população em geral: 4,4%  para funcionários de tecnologia durante o primeiro trimestre de 2012, comparados com 8,3% da população em geral.

Mesmo dentro dos mercados mais difíceis, há sempre áreas de especialistas nas quais a situação de emprego é dramaticamente diferente da média do resto do mercado de TI, observou Hill. As tecnologias em foco no momento ? entre as quais o Big Data é o líder atual ? é a vítima de falta de profissionais. E parece que todas as habilidades nesta área estão em falta.

A Mckinsey & Co., que publicou a análise seminal do crescente mercado em 2011, previu que os Estados Unidos enfrentariam a escassez de cerca de 140 mil a 190 mil funcionários com a habilidade de gerenciar e analisar esse grande fluxo de dados.

Na escala nacional, esse número não é grande. Entretanto, quando comparado com a existente demanda de novos especialistas graduados ou os existentes com a habilidade correta, isso representa uma escassez de 50% a 60%, tendo em mente o longínquo ano de 2018 (também para os Estados Unidos).

Diferentemente da maioria das outras tecnologias disruptivas  – como a computação em nuvem, virtualização, computação móvel, por exemplo – as  habilidades com Big |Data exigem talento com dados, números e processos de negócios e logos períodos de treinamento, conclui a análise de MacKinsey & Co.

Quanto mais aprofundada for a habilidade, mais intensa é a escassez de talento e  demorará mais tempo para ser preenchida. Apesar de o relatório ter sido publicado em janeiro de 2011, pouca coisa mudou, segundo uma reportagem do The Wall Street Journal, que cita tanto fornecedores quanto usuários.

Há mais escassez de cientistas de Big Data do que de analistas ? analistas é um termo que descreve especialistas que podem além supervisionar a integração de muitos tipos de dados dentro de um único conjunto de dados podem também achar a informação que pode gerar benefícios. Cientistas de dados ?podem pegar um conjunto de dados e moldá-lo matematicamente, e entender a matemática para construção. Isso significa fazer as perguntas corretas, e isso geralmente é o mais difícil?, afirmou Hilary Mason, diretora cientista para o serviço de encurtamento de URL bit.ly., citada no artigo do The Wall Street Journal.

Segundo uma pesquisa da GigaOm, realizada em abril deste ano, 45% dos projetos de inteligência falham devido à escassez de especialistas na equipe.

Por causa do grande nível de dificuldade em coletar dados e integrá-los, peneira-los para respostas e traduzir os resultados em conhecimento para que as empresas possam usá-los, é ainda mais importante para os projetos, afirmou Mike Boyarski,  diretor de marketing de produto para inteligência de negócios/ biga data da empresa fornecedora de software, Jaspersoft.

Os analistas de dados tradicionais observam o dado de uma única fonte ? um aplicativo CRM, por exemplo. Cientistas de dados examinam dados de múltiplas fontes, racionalizam as diferenças entre os tipos de dados e criam conjuntos para analistas menos especializados  os analisarem e aplicá-los.

As exigências descritas por especialistas de dados são mais mundanas, e não contêm o termo ?cientista de dados?, pelo menos não em sua descrição de trabalho.

Cientistas de dados são o topo no grupo de especialistas em análise de dados. Os profissionais aptos a usar o título são melhores pagos, têm mais experiência e um maior conjunto de habilidades em Big Data, segundo a pesquisa de especialistas de análise de dados (PDF, é exigido registro gratuito), recentemente publicada pelo fornecedor de BI SiSense.

Apenas 5% dos profissionais de dados têm doutorado em uma especialidade relevante, enquanto 35% dos cientistas de dados possuem essa especialização, segundo a pesquisa.

Cientistas de dados também ganham mais dinheiro que outros profissionais. Os trabalhadores sem títulos de gerência têm a média de ganho de US$ 70 mil a US$ 90 mil por ano (no mercado norte-americano), comparado com US$ 65 mil a US$ 70 mil dos especialistas de dados tradicionais.

Experiência

A experiência no trabalho conta tanto quanto a educação. Os trabalhadores com dez anos de experiência ou mais, ganham salário 80% mais alto do que os especialistas com treinamento, mas com três anos de experiência ou menos.

Especialistas de dados de todas as variedades, mas especialmente aqueles com o título de cientistas, também se deram melhor financeiramente nos últimos dois anos. Quarenta e sete por cento relataram aumento de ganho entre 1% e 10% no último ano; 7% relataram aumentos entre 10% e 20%.

Outros 7% relataram o aumento de mais de 20% em 2012,quando comparado a 2011.

78% espera ganhar mais em 2013; 11% espera que a renda cresça 20% ou mais; 14% espera que a renda aumente de 10% a 20%.

Conclusão

A conclusão é que os cientistas de dados têm mais educação, experiência e melhor entendimento do que outros especialistas na área e por isso esperam receber mais por esse conhecimento.

Apesar de alguns atributos técnicos serem particularmente valiosos, gerenciamento de projetos, especialidade em funções de negócios e habilidades gerais são tachadas como ainda mais importantes.

Apesar da vantagem em desenvolvimento de carreira, compensação e prestígio, poucos especialistas atualmente têm o título de cientista de dados. Apenas 15% dos questionados listaram seu trabalho com contendo a palavra ?cientista?, comparado com 34% se denominando ?analistas de negócio?; 27% com o título ?analista de dados?; e 19% com o título de gestão como diretor de análise ou vice-presidente de análise.

A razão não é clara, mas a análise a seguir sugere um motivo: apesar do burburinho acerca do Big Data “não há uma clara definição sobre o que o ?cientista de dados? realmente é?.

Independentemente de como a função possa ser definida, o fato comum é que não há o suficiente deste tipo de profissional no momento, ao passo que a demanda continuará a crescer nos próximos cinco anos. Mesmo com a primeira onda de demanda passando, as exigências para se tornar um ?cientista de dados? garantem que o título seja compatível com poucos.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

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Editorial IT Forum 365
14 anos ago

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