Em 2018, cientistas conseguiram utilizar o DNA para o armazenamento de dados. Agora, pesquisadores da Brown University descobriram uma maneira de fazer o mesmo usando moléculas ainda menores.
De acordo com o estudo, soluções contendo açúcares, aminoácidos e outras moléculas pequenas também podem substituir os discos rígidos. Na pesquisa, os cientistas foram capazes de armazenar e recuperar as imagens de um gato, uma tumba egípcia, um íbex e uma âncora com precisão de 99%.
Para os testes, os pesquisadores criaram misturas de metabólicos comuns – soluções contendo açúcares, aminoácidos e outras pequenas moléculas que o corpo humano e outros organismos utilizam para digerir alimentos e para realizar outras funções químicas. Depois, foram utilizados robôs de manipulação de líquidos para inscrever as informações digitais nas moléculas.
“Um disco rígido molecular ou um computador químico ainda podem parecer ficção científica, mas a biologia nos mostra que isso é possível”, comemora Jacob Rosenstein, líder do projeto.
As moléculas de metabólito são muito menores que o ácido desoxirribonucleico, e há grande variedade delas. “Em comparação com o DNA, nossos dados de metabólitos têm latência menor, permitindo a rápida inscrição e leitura de conjuntos de dados do início ao fim”, afirma Rosenstein. Por outro lado, o cientista explica que o DNA ainda é superior para codificar grandes conjuntos de dados.
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