Ciberataques: 12% das empresas de saúde relatam prejuízos de US$ 500 mil

Pesquisa da Netwrix com 2.150 profissionais de TI de 121 países indica que 48% sofreram ao menos um incidente em 2025

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Profissional de saúde utilizando um tablet com gráficos e ícones de saúde em realidade aumentada, representando tecnologia digital na área médica, com foco em dados e conectividade
Saúde digital. Imagem: Shutterstock

Quase metade (48%) das organizações de saúde do mundo sofreram pelo menos um incidente de segurança cibernética no último ano, com perdas acima de US$ 200 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) tendo quase duplicado, passando de 5% em 2024 para 19% em 2025. Perdas acima de US$ 500 mil (R$ 2,7 milhões) também subiram, passando de 2% das perdas para 12% no mesmo período.

Os prejuízos averiguados no setor de saúde por conta dos ciberataques são ainda mais elevados que em outros setores pesquisados. Na média de outras verticais, 13% relataram perdas acima de US$ 200 mil e 6% acima de US$ 500.000.

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Os resultados são de uma pesquisa global da Netwrix, provedora de soluções de cibersegurança representada no Brasil pela Aiqon. Foram ouvidos 2.150 profissionais de TI e segurança de 121 países, incluindo o Brasil.

“O setor de saúde está sendo mais afetado do que outros setores porque os invasores sabem que os registros dos pacientes têm alto valor e as operações não podem sofrer interrupções”, explica em comunicado Grady Summers, diretor executivo da Netwrix. “Esses ataques geralmente começam com credenciais comprometidas. É por isso que a identidade deve ser a primeira linha de defesa para os dados dos pacientes.”

Phishing, ransomware e comprometimento de contas de usuário foram os tipos de ataque mais comuns relatados. Quase um terço dos entrevistados (31%) disse que suas organizações tiveram incidentes envolvendo contas de usuário ou administrador comprometidas.

IA também ameaça a saúde

A pesquisa de 2025 investigou o impacto da inteligência artificial sobre a segurança do setor de saúde pela primeira vez. Mais de um terço dos profissionais de TI e segurança (37%) disseram que as ameaças impulsionadas por IA já os forçaram a fortalecer defesas, especialmente contra phishing e o comprometimento de contas privilegiadas.

“Os invasores estão se movendo mais rápido do que os defensores, e a IA está ampliando essa distância. Fechar essa lacuna requer resiliência baseada em uma abordagem que prioriza a identidade e protege tanto as contas quanto os dados confidenciais aos quais elas têm acesso”, recomenda Jeff Warren, diretor de produtos da Netwrix.

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