Ciberataques: 71% das organizações admitem incidente no próximo ano

Estudo da Kyndryl e da AWS mostram discrepância entre percepção de preparo e a realidade dos ciberataques

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Spencer Gracias, diretor geral da Kyndryl Brasil, sorrindo em um ambiente corporativo com fundo desfocado. A imagem transmite um semblante amigável e confiante, destacando sua posição de liderança (especializado em combater ciberataque)
Spencer Gracias, diretor geral da Kyndryl Brasil (Imagem: Divulgação) — Foto: Spencer Gracias, diretor geral da Kyndryl Brasil (Imagem: Divulgação)

Muito embora 94% das organizações se digam preparadas para mitigar ataques cibernéticos, 71% admitem que é provável que enfrentem um incidente bem-sucedido (para os hackers, claro) no próximo ano, o que trará impacto no desempenho financeiro. O número aparentemente contraditório faz parte de um estudo divulgado pela Kyndryl e pela Amazon Web Services (AWS) no fim de outubro.

A pesquisa global – chamada Cyber Gauge 2024: Navigating the complex cybersecurity Landscape – mostram, segundo os realizadores, uma desconexão entre prontidão cibernética percebida e real entre as empresas pesquisadas. Foram ouvidos tomadores de decisão de TI de mais de 600 grandes companhias em sete setores de 12 países.

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Segundo a pesquisa, 54% das grandes empresas sofreram um ataque cibernético no último ano, e 61% enfrentaram quatro ou mais deles. Segundo 52% dos líderes de TI ouvidos, há desafios operacionais para isso, incluindo a preparação para ameaças emergentes, incluindo a inteligência artificial (IA) generativa. Alemanha (71%), Canadá (60%) e Índia (56%) são os três países mais afetados.

Leia ainda: 2024 pode bater novos recordes em extorsões cibernéticas

Proteger ambientes de nuvem híbrida (47%) e gerenciar a complexidade da operação de múltiplas soluções de segurança (42%) também foram apontadas como preocupações.

“Neste contexto, os líderes de TI e gestores de segurança (CIOs e CISOs) devem adotar uma abordagem proativa para fortalecer a resiliência cibernética das suas organizações. As empresas devem investir na formação e sensibilização dos colaboradores, uma vez que o elo mais fraco da cadeia de segurança é muitas vezes o humano”, pondera Spencer Gracias, diretor-geral da Kyndryl.

Os resultados revelam, segundo a Kyndryl, uma necessidade “urgente” de melhores estratégias de conscientização e resiliência cibernética nas organizações. Além de estratégias de segurança cibernética mais robustas.

Apesar disso, um número significativo de executivos ouvidos (69%) relata falta de apoio dos líderes empresariais para as medidas de segurança necessárias. E 73% indicaram desinteresse do conselho na preparação para a segurança.

O estudo completo pode ser lido (em PDF, na língua inglesa) nesse link.

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