No final da semana passada, a startup americana PayJoy anunciou o início das suas operações no Brasil. Fundada em 2015 por um ex-funcionário do Google Maps, a proposta da companhia consiste em se tornar uma opção de crédito viável para a população que não possui conta em banco e, por isso, tem dificuldades para adquirir dispositivos.
Antes de chegar por aqui, a PayJoy já estabeleceu negócios na Índia, Indonésia e México, todos os países em que a taxa de pessoas desbancarizadas é alta, porém a população é altamente conectada. Nesses locais, a empresa atuava em um sistema similar ao de parcelas, em que intermediava a compra de smartphones — em geral no valor de US$ 200.
Acontece que a empresa instala um aplicativo dentro dos aparelhos vendidos que, caso o cliente não efetue o pagamento, bloqueia o acesso a quase todas as funcionalidades: é possível apenas fazer ligações de emergência.
Ao finalizar o pagamento do produto, a PayJoy também aceita o celular como garantir para a realização de empréstimos de pequenos valores. Para isso, o usuário precisa instalar outro aplicativo, que escaneia o aparelho para verificar as condições de uso e sugerir um valor.
Se o potencial cliente estiver de acordo, o software ativa um código de QR que, ao ser levado em um caixa eletrônico, libera o valor.
Para operar no Brasil, a companhia afirma que consultou advogados para realizar as modificações necessárias em seu modelo de negócio, de forma que a operação não vá contra o Código de Defesa do Consumidor.
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