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CES 2016: três tendências tecnológicas que guiarão este ano

Como no ano passado, Shawn DuBravac, Ph.D. e economista chefe da Consumer Technology Association (CTA), associação responsável pela organização da CES, apresentou nessa segunda-feira (4/1), o cenário de tendências tecnológicas que deve chamar a atenção da indústria nos próximos anos.

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O executivo separou sua análise em três categorias de tendências que englobam o que o executivo chamou de pilares: computação ubíqua, armazenamento digital barato (que se refere ao modo como os dados são armazenados atualmente, seja em HD ou na nuvem), conectividade, proliferação de dispositivos digitais e “sensorização” da tecnologia.

Na visão do especialista, “o diálogo está mudando”, disse. “Anteriormente, há dez, 15 anos, o foco era sobre a tecnologia que poderíamos fazer. Hoje, o foco é sobre como essa tecnologia pode ser útil, ter significado”, afirmou DuBravac. Veja abaixo mais sobre as três tendências citadas pelo Ph.D para este ano.

A primeira foi chamada por DuBravac de ambiente sensorial. Como pode-se deduzir, esse ecossistema se refere ao surgimento dos equipamentos que mexem com os sentidos. O executivo citou durante sua apresentação novos componentes que surgiram no mercado: o Wiimote, controle da Nintendo desenvolvido em 2006; o iPhone, de 2007, e o Kinect, de 2010, por exemplo.

Com essas invenções, os sensores finalmente tinham utilidade para o mundo do consumidor e essa é uma tendência que continuará a ser explorada nos próximos anos. “O que passamos a ver foi o uso amplo de sensores que estão nos levando a novos ecossistemas”, explicou DuBravac, complementando que o diálogo principal que circunda esse cenário é sobre as tecnologias que impactam os indivíduos diretamente em seu dia a dia.

A segunda tendência é a aprendizagem agregada. Essa visão engloba algumas tecnologias vivenciadas atualmente, mas também prevê um nível de automação ilimitado.

Dentre as tecnologias citadas estão sugestões preditivas que soluções como o Netflix fazem para entregar conteúdo cada vez mais personalizado ao usuário – algo que DuBravac batizou no ano passado de “permeação lógica”, ou quando os indivíduos passam a fornecer informações robustas para os sistemas, que aprendem com aquilo e passam a ter a customização preditiva.

De acordo com o especialista, dessa forma, o sistema passará a fazer análises mais holísticas, podendo até mesmo incluir o ecossistema no qual o consumidor se encontra para suas sugestões. “A recomendação é mais robusta. O sistema analisa o ambiente, pode dizer se eu estava animado, cansado, triste. Nesse sentido, talvez ele possa me recomendar um filme do Nicholas Spark”, brinca. O autor é conhecido por suas tramas que envolvem romance e drama.

Aqui também pode-se incluir o nível de aprendizado da máquina. Para se ter uma ideia, em 2013 as taxas de erro realizadas por um sistema de reconhecimento de voz era de 23%. Hoje, essa porcentagem caiu para meros 5%. “Isso significa que, de 20 palavras que você disser, uma estará errada”, afirma, acrescentando que esse tipo de evolução é bastante significativa.

E, claro, eles não poderiam deixar de ser citados: carros autônomos. De acordo com o especialista, a tendência é chegar à automação do carro por completa, no qual o sistema aprenderá o suficiente para que não haja a necessidade de interação humana.

A última, e não menos importante, é relativa ao amadurecimento dos ecossistemas nascentes. O primeiro deles citado pelo executivo foi a realidade virtual, tecnologia que está sendo amplamente explorada nos últimos anos por empresas como Asus, Facebook, Microsoft e Google. “Vejo grande potencial em termos de experiência imersiva”, conta.

E não para menos: a expectativa de receita para essa tecnologia é de chegar a US$ 540 milhões, com 1,2 milhão de unidades vendidas – umcrescimento de 440%. As possibilidades são muitas e podem incluir até mesmo a compra de uma estadia em um cruzeiro nas férias. “Nunca mais faremos isso [a compra] da mesma maneira. Imagine poder ver o tamanho da cabine que você comprou, se ela é grande ou não.”

Outra categoria que ganha força são os televisores em alta definição 4K. Para 2016, a previsão é de uma receita de US$ 10,7 bilhões, com 13 milhões de unidades vendidas.

Drones, casas conectadas e impressoras 3D também terão participação notável nos próximos meses, representando em receita US$ 953 milhões (crescimento de 115%), US$ 1,2 bilhão (18%), US$ 152 milhões, respectivamente.

Wearables também continuarão crescendo com foco em saúde e fitness e, de acordo com DuBravac, roupas inteligentes terão participação especial e ganharão força neste ano.

Smartwatches continuarão como o carro-chefe, com crescimento de 22%, receita de US$ 3,7 bilhões e 13,6 milhões de unidades vendidas. Já monitores de atividade físicas representarão 17,4 milhões de unidades vendidas, com US$ 1,3 bilhão em receita.

*A jornalista viajou para Las Vegas (EUA) a convite da CTA, responsável pela CES
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Redação
Tags: CES 2016machine learningrealidade virtualsensoreswearables
10 anos ago

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