CEO da Intel vai à Casa Branca após Trump pedir sua saída

Lip-Bu Tan busca reverter pressão política apresentando plano de cooperação e reforçando compromisso com segurança nacional dos EUA

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Homem de meia-idade, usando óculos, cabelo curto grisalho e sorrindo levemente. Ele veste paletó escuro e camisa azul clara, posicionado em frente a um fundo desfocado de ambiente interno iluminado. A imagem mostra Lip-Bu Tan, CEO da Intel.
Imagem: Divulgação/Intel

O CEO da Intel, Lip-Bu Tan, esteve nesta segunda-feira (11) na Casa Branca para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dias depois de ele ter pedido publicamente sua renúncia. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, Tan pretendeu usar o encontro para apresentar seu histórico pessoal e profissional, além de discutir formas de colaboração entre a Intel e o governo norte-americano.

De acordo com informações do Wall Street Journal, a estratégia do executivo inclui reforçar seu comprometimento com os EUA e destacar a importância estratégica da manutenção da capacidade de fabricação de chips da Intel como questão de segurança nacional.

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Leia mais: Trump afirma que CEO da Intel tem ligações com China e pede a demissão do executivo

Conflito público raro

O episódio ganhou destaque por se tratar de uma situação incomum: um presidente norte-americano exigindo publicamente a saída de um CEO. Na semana passada, Trump acusou Tan de ter “conflitos graves” devido a laços com empresas chinesas, além de questionar sua habilidade para reverter a crise da fabricante de semicondutores.

Em declarações anteriores, Tan afirmou compartilhar da visão de Trump sobre a necessidade de fortalecer a segurança econômica e nacional dos EUA.

Investimentos e controvérsias

Reportagem exclusiva da Reuters revelou em abril que Tan investiu pelo menos US$ 200 milhões em centenas de empresas chinesas de manufatura avançada e semicondutores, algumas delas com ligações ao exército chinês.

Antes de assumir a Intel, o executivo, nascido na Malásia e naturalizado americano de origem chinesa, comandou a Cadence Design Systems entre 2008 e 2021. Durante sua gestão, a empresa vendeu software de design de chips a uma universidade militar chinesa associada a pesquisas sobre simulações de explosões nucleares.

No mês passado, a Cadence fechou um acordo judicial para se declarar culpada e pagar mais de US$ 140 milhões em um processo nos EUA relacionado a essas vendas.

A pressão política sobre o comando da Intel provocou debates entre investidores sobre os riscos de ingerência governamental nas empresas. Ainda não há confirmação oficial sobre o resultado do encontro entre Tan e Trump, mas a expectativa é de que a conversa tenha sido determinante para definir o futuro do executivo à frente da companhia.

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A redação contempla textos de caráter informativo produzidos pela equipe de jornalistas do IT Forum.

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