O CEO da TIM no Brasil, Stéfano De Angelis, fez uma autocrítica sobre o mercado de operadoras de telecomunicações em relação a estratégias e posicionamento nos últimos anos. Com dificuldades frente à chegada de provedoras de aplicações (OTT) que utilizam a infraestrutura de internet móvel com plataformas gratuitas, o executivo declarou que queda no faturamento do setor não deve-se somente à crise, mas também à forma com que as empresas, incluindo a sua, não observaram as mudanças no mercado.
“O problema do setor está nas políticas de marketing. Não acho que precisamos ter uma obrigação de dar WhatsApp de graça. Precisamos do equilibrar o uso de dados e OTTs. Nós, como operadoras, precisamos melhorar a formulação de tarifas e planos”, declarou De Angelis, durante apresentação na Futurecom 2016. O executivo cobrou a mesma regra para operadoras e OTTs, para que haja uma concorrência leal.
Números apresentados por De Angelis mostram a queda na receita média por usuário – de R$ 24 em 2010, para R$ 19 em 2015 -, mas aumento no uso da banda – de 200 MB para 1 GB em média, no mesmo período. Essas estatísticas evidenciam o cenário desafiador que as provedoras estão vivendo.
O executivo também apresentou os objetivos para os próximos anos. Para 2017, os principais são o lançamento do 4G em 700 MHz e voltar a focar planos pós-pago, algo que a companhia deixou de lado nos últimos anos e admite ter ficado para trás nesse quesito. Para 2018 em diante, o objetivo é atingir cobertura de 90% da população, após a consolidação do 4G, e ampliar a oferta de banda larga residencial, hoje oferecida somente em São Paulo e Rio de Janeiro.
“Nosso posicionamento em 2012 ficou lá embaixo. Conseguimos retomar um caminho mais virtuoso de melhora na qualidade e posicionamento e hoje estamos já nesse caminho de retomada e para os próximos anos queremos voltar a estar onde a TIM estava em 2008, no topo”, completou De Angelis.
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