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União de biblioteconomia e tecnologia cria oportunidade

A palavra bibliotecário te remete a um profissional que passa o dia em meio a livros empoeirados organizando grandes acervos de obras literárias? Se a sua resposta é sim, então é melhor repensar. Com a união de biblioteconomia e tecnologia este profissional tem sido procurado por empresas para exercer funções que vão muito além da organização de obras, gerando uma demanda que ainda não é suprida pelos formados na área, de acordo com especialistas.

 

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A profissão é a segunda a ser abordada na série Carreiras em Alta, do IT Trends (veja aqui qual foi a primeira). O diretor do curso de biblioteconomia da PUC Campinas, César Antonio Pereira, explica que agora, com o crescimento constante das informações disponíveis em meios digitais, o grande desafio do século 21 é encontrar formas de buscar e organizar os dados com agilidade. É aí que esse profissional ganha relevância no mercado. “O bibliotecário trata a informação e a torna acessível ao usuário final, seja de forma física ou digital”, diz. Com o lado digital gerando muitas novas demandas, cria-se uma oportunidade e, segundo Pereira, sobram vagas e faltam candidatos.

 

Segundo o Censo da Educação Superior de 2017, são 58 cursos de biblioteconomia no país, sendo a grande maioria em faculdades públicas (48). O número é pequeno se comparado a outros cursos da área de humanas (direito, por exemplo, tem 1203), mas a procura pelo curso também é baixa, fazendo que o vestibular seja pouco concorrido. Na FUVEST, por exemplo, foram cerca de seis candidatos por vaga para 2019.

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O monitoramento digital de informações sobre produtos e serviços de empresas concorrentes é uma das áreas que vem fazendo a demanda por profissional crescer. “Este tipo de análise digital não pode pra ser 100% automatizada, pois depende do entendimento da razão da demanda”, acredita Pereira. Estes dados são utilizados para tomada de decisão estratégica das companhias, que é direcionada pelo profissional de biblioteconomia.

Outro campo promissor é o de UX (user experience). A O Boticário, por exemplo, tem uma vaga cadastrada de Arquiteto de Informação para sua área de e-commerce na qual uma das formações sugeridas é a de biblioteconomia. Entre as funções do profissional está definir a lógica de informação, montar esquemas e fluxos de navegação para as páginas, criar esquemas de organização e pesquisa, aperfeiçoamento da taxonomia, entre outros. A área de SEO (Search Engine Optimization) também tem absorvido profissionais com essa formação, já que ela proporciona contato com lógica e ferramentas ligadas à pesquisa na web.

 

Valeria Valls, diretora acadêmica da faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP, explica que a profissão vem mesmo se ressignificando e, hoje, considera novas competências que têm sido muito valorizadas pelas empresas, como o design de ambientes informacionais e o foco no usuário. “As empresas, em geral, estão com dificuldade em lidar com tanta informação interna e externa e os bibliotecários podem atuar apoiando projetos e iniciativas ligadas à gestão da informação e do conhecimento”, explica.

 

Segundo os especialistas, dependendo da atuação o bibliotecário precisa sim se especializar em áreas como arquitetura da informação, experiência do usuário, sistemas de informação, marketing digital, inteligência artificial, entre outras. “Nenhum profissional está totalmente preparado quando sai da Faculdade, a graduação é o primeiro passo, a base para o desenvolvimento de carreira do bibliotecário”, afirma Pereira. Valeria concorda: “Nenhum profissional está totalmente preparado quando sai da faculdade, a graduação é só o primeiro passo”.

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Redator
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