Representantes do Governo, universidades, centros de pesquisa e empresas, que formam a Câmara de IoT, se reuniram na última terça-feira para analisar um levantamento feito em 12 países com as principais estratégias adotadas para o desenvolvimento da internet das coisas, modelos de governança, ações de estímulo à inovação, infraestrutura e regulamentação. O próximo passo, agora, é definir setores econômicos que terão prioridade no Plano Nacional de Internet das Coisas.
Os levantamentos fazem parte do estudo solicitado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para nortear a elaboração do Plano Nacional de Internet das Coisas. Representantes da consultoria McKinsey Global Institute apresentaram o benchmark feito em 12 países sobre iniciativas e políticas públicas em IoT. O documento detalha as principais estratégias adotadas para o desenvolvimento da internet das coisas em diferentes países, como Estados Unidos, Coreia do Sul, Índia, Alemanha e China. O estudo aponta os principais modelos de governança, as ações de estímulo à inovação, infraestrutura e regulamentação.
Segundo o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, a partir do estudo, serão definidos os setores econômicos que terão prioridade dentro do plano. “Vamos analisar como a internet das coisas impacta a cadeia de valor desses setores e apontar onde existe oportunidade de uma política pública que beneficie o país em termos de desenvolvimento econômico, geração de emprego e melhoria da competitividade dentro de um cenário global.”
A câmara também analisou o roadmap tecnológico, um mapeamento de iniciativas em Internet das Coisas no mundo. O documento descreve as tendências tecnológicas que podem potencializar o florescimento de IoT no Brasil. Maximiliano Martinhão destacou que o roadmap tecnológico é o primeiro passo do processo de elaboração do mapa brasileiro de Internet das Coisas, que vai abranger toda a cadeia de valor de IoT existente no país, desde semicondutores até as aplicações e oferta de serviços. “Vamos lançar uma consulta pública em que as empresas poderão apresentar o que está sendo feito em cada um dos segmentos de toda a cadeia.”
A apreciação dos documentos pela Câmara de internet das coisas marca a segunda fase do estudo “Internet das Coisas: um Plano de Ação para o Brasil”. A previsão é que o trabalho seja finalizado até setembro deste ano. A Câmara de IoT é um fórum multissetorial composto de representantes do governo, da iniciativa privada, da academia e de centros de pesquisa.
* Com informações do MCTIC
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