Cadeia de suprimentos de aceleradores de IA Instinct está “saudável”, garante AMD

Apesar da cadeia de suprimentos estar "apertada" até 2025, líder de GPUs de data center afirma que AMD se "provisionou" para o sucesso

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AMD, inteligência artificial
Imagem: Shutterstock

A AMD está otimista quanto à sua capacidade de atender à demanda dos clientes pelo novo acelerador de IA MI325X, da linha Instinct, apresentado pela companhia na última semana, durante o evento Advancing IA, em São Francisco. As GPUs, que já estão em produção, devem chegar ao mercado por meio de parceiros como Dell Technologies, Eviden, Gigabyte, Hewlett Packard Enterprise, Lenovo e Supermicro, a partir do primeiro trimestre de 2025.

Durante uma conversa com a imprensa da América Latina no evento, Andrew Dieckmann, vice-presidente corporativo e gerente geral de Data Center GPU da AMD, classificou como “saudável” o estado da cadeia de suprimentos da linha Instinct, ao ser questionado sobre o tema pelo IT Forum. “É uma vantagem da AMD termos a escala para ser um dos três principais clientes no empacotamento de wafers. Portanto, conseguimos o que precisamos da cadeia de suprimentos — e a provisionamos para ter sucesso”, afirmou.

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Em julho, após a divulgação dos resultados fiscais do segundo trimestre deste ano, Lisa Su, CEO da AMD, também abordou o tema em uma conversa com investidores. A executiva reforçou que a empresa “progrediu muito” na capacidade de produção ao longo do trimestre, mas antecipou que os clientes ainda poderiam esperar algumas limitações na oferta de modelos como o MI300X e o recém-anunciado MI325X.

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“Continuamos vendo uma perspectiva de aumento no fornecimento à medida que avançamos para a segunda metade do ano, mas devo dizer que a cadeia de suprimentos como um todo está apertada e permanecerá assim até 2025”, disse a executiva.

Dieckmann destacou que, de fato, há limitações físicas no processo de produção que impossibilitam “escalar do zero ao infinito” a oferta de novos chips. Há, no entanto, um desejo da AMD de acelerar a entrega dos produtos a cada nova geração, em um ritmo que acompanhe a crescente demanda do mercado. “Nada é infinito, mas estamos em uma posição saudável”, finalizou.

Desde o lançamento do MI300X, em dezembro do ano passado, a AMD tem obtido bons resultados no segmento de GPUs voltadas para workloads de inteligência artificial. Após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, a CEO da organização, Lisa Su, atualizou a previsão de receita dos chips Instinct para este ano, diante da demanda maior do que a originalmente esperada. Dos US$ 4 bilhões que a AMD estimava em abril, a expectativa agora é alcançar US$ 4,5 bilhões em receita até o final do ano fiscal de 2024.

*O repórter viajou a São Francisco a convite da AMD.

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Sobre o Autor

Rafael Romer é jornalista graduado pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduado pela HSM University. Tem mais de 15 anos de experiência na cobertura dos segmentos de TI, tecnologia e games, com passagens pelo IT Forum, Canaltech, Omelete Company, Trip Editora, IG e Olhar Digital.

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