A brasileira especializada em serviços de TI para o setor financeiro
BRQ comemorou hoje (5/4) sua listagem no Bovespa Mais, segmento especial de acesso da
BM&FBovespa. Esse é o
primeiro passo para a companhia abrir capital, o que, de acordo com o diretor-presidente e de Relações com Investidores da empresa, Benjamin Quadros, poderá acontecer em três anos.
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“Por que decidimos entrar na bolsa? Esse é o momento certo? Temos 23 anos como empresa fechada e agora pretendemos levar mais transparência e conforto para investidores. Apesar da crise, há três oportunidades claras: transformação digital, melhoria na infraestrutura atual e exportação”, afirmou Quadros, acrescentando que a organização tem boas chances de sucesso. “Acreditamos no futuro do Brasil”, justificou o executivo pouco antes de tocar o sino, ato que representa o início das atividades da BRQ na BM&FBovespa.
Segundo o executivo, a companhia, que atualmente enxerga como competidores a Accenture e outras globais, prepara-se para a Bovespa Mais desde 2007, quando o BNDES investiu R$ 50 milhões na BRQ. Atualmente, o banco tem 23% do capital social da companhia.
Na cerimônia de listagem realizada na BM&FBovespa, Cristiana Pereira, diretora de desenvolvimento de empresas da BM&F Bovespa, contou que a BRQ junta-se agora a outras 11 companhias listadas na modalidade Bovespa Mais, composta por negócios que buscam ingressar no mercado de capital de forma gradativa e realizar futuramente um IPO.
Denis Arcieri, presidente da IDC Brasil, lembrou que o momento atual econômico e político é desafiador, contudo, o
Brasil segue na rota de investimentos em TI. “O País é a sexta maior potência em tecnologia no mundo, movimentando valor estimado de US$ 153 bilhões neste ano”, enumerou.
O executivo assinalou que pesquisa realizada em março deste ano pela IDC indica que agora CIOs querem provedores de TI que deem as mãos para a empresa para que juntos possam obter sucesso nessa fase de tempestade. Ele avaliou o ingresso da BRQ na bolsa nesse momento como algo positivo. “A escolha é assertiva e traz potência para crescimento no curto e longo prazos.”
Concordou com Arcieri o diretor do BNDES, Julio Ramundo, ao dizer que o Brasil vive forte momento de crise, mas para TI o mercado é pujante. “Fazemos investimentos nessa área desde os anos 90. Acredito que o desenvolvimento do País passa por TI e a tecnologia se torna cada vez mais presente em nossas vidas.”
Próximos passos
Quadros conta que o momento agora é de aproveitar a oportunidade. “Quando abrirmos capital em três anos, o mercado vai olhar a BRQ nos últimos tempos como empresa aberta, levando mais confiança para o investidor”, assegurou.
Até lá, o executivo relatou que os planos da companhia incluem crescimento orgânico e por meio de aquisições. “O setor de TI tem uma série de empresas pequenas com propriedade intelectual, software e serviços interessantes”, finalizou.