A média global de velocidade de conexão no segundo trimestre de 2015 atingiu a marca de 5,1 Mbps, crescimento de 3,5% em relação aos três meses anteriores, segundo dados do estudo State of the Internet, produzido pela Akamai. Para chegar a essa conclusão, a empresa analisou 144 países/regiões conectados à plataforma Akamai no trimestre – o que representa mais de 803 milhões de endereços IPv4 únicos – e, para os rankings, considera os que tenham mais de 25 mil endereços.
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Mesmo apresentando queda de 2,1% em relação ao último trimestre, a Coreia do Sul manteve-se em primeiro lugar no ranking – que conta com 144 países/regiões – com 23,1 Mbps. No comparativo ano a ano, 110 dos países/regiões qualificados para o ranking apresentaram aumento de velocidade média de conexão, variando de 0,4% no Senegal a 67% na Tunísia.
O Brasil apresentou velocidade média de 3,6 Mbps e, mesmo com crescimento de 7,6% em relação ao trimestre anterior, caiu uma posição no ranking, saindo de 89ª para 90º. Se comparado ao mesmo período no ano anterior, cresceu 25%. Na América Latina, a velocidade média de conexão variou de 5,9 Mbps, no Uruguai, a 1,5 Mbps, no Paraguai. No ranking global, os países estão na 59ª e 137ª colocação, respectivamente.
Picos de conexões
Em relação aos picos de conexão, o estudo indica eu houve no período crescimento de 12% na média global, de 32,5 Mbps. Dos países qualificados para o ranking, 107 apresentaram crescimento, sendo que Cingapura manteve-se em primeiro lugar, com pico de 108,3 Mbps e aumento de 12%.
O Brasil registrou 27 Mbps, aumento trimestral de 12% e de 32% em relação ao último ano. O País subiu da 82ª para 80ª posição no ranking global de picos de conexão. Na América Latina, os picos do trimestre variaram de 47,7 Mbps no Uruguai a 13,9 Mbps na Venezuela, regiões que ficaram nas posições 33ª e 131ª neste ranking, respectivamente.
Endereços IP
Ainda, o relatório verificou que nas Américas nove países têm mais de 25 mil endereços de IP conectados à Akamai com velocidade superior a 10 Mbps (alta banda larga). Dentre eles estão: EUA (com taxa de adoção de 43%), Canadá (40%), Uruguai (11%), Argentina (7,7%), Chile (7,4%), México (6,2%), Peru (3,2%), Colômbia (2,7%) e Brasil (2,4%). Em relação às conexões de banda larga (entre 4 Mbps e 10 Mbps), destacam-se Canadá e EUA, com 86% e 77%, respectivamente. Dentre os outros países que se encaixam no perfil analisado, a adoção varia de 62%, no Chile, a 3,2% na Venezuela. O Brasil apresenta adoção de 32%, crescimento de 5,5% em relação ao último trimestre e crescimento de 26% se comparado ao mesmo período do ano anterior.
Em relação às conexões acima de 15 Mbps, EUA e Canadá também se destacam, com 21% e 17% de taxa de adoção, respectivamente. Dentre os outros países que se encaixam no perfil analisado, a adoção varia de 2,8%, no Uruguai, a 0,6% na Colômbia. O Brasil apresenta adoção de 0,6%, crescimento de 26% em relação ao último trimestre e crescimento de 14% no comparativo ano a ano.
Penetração global da web
O estudo registrou pequena queda na contagem global de endereços de IP únicos, com diminuição de 1,1% quando comparado ao último trimestre e de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dos Top dez países/regiões considerados no levantamento, seis apresentaram queda em relação ao trimestre anterior: Estados Unidos (2,1%), China (1,5%), Brasil (4,6%), França (2,6%), Rússia (3%) e índia (1,8%). Já Japão (2,6%), Alemanha (0,6%), Reino Unido (1,4%) e Coréia do Sul (3,2%) apresentaram crescimento.
O Brasil mantém a terceira posição em volume de IPs conectados à Akamai, com 45.956.304 endereços no período. Ainda, apresentou queda de 4,6% no trimestre, como citado, e manteve-se com o mesmo índice se comparado ao último período um ano.
IPv6
Quanto à adoção do IPv6, a Bélgica manteve sua liderança, com 38% de suas conexões à Akamai feitas por meio do protocolo. Os dois únicos países não europeus entre os Top 10 de adoção foram os EUA e Peru, sendo 19% e 17%, respectivamente.