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Hoje, à tarde, durante o Futurecom 2000, evento de telecomunicações realizado em Foz do Iaguaçu, a empresa anunciou também que pretende assegurar a antecipação das nove metas de universalização previstas no Plano Geral de Outorgas. Entre as mais difíceis, segundo a operadora, está a de expansão da rede física, justificada pela falta de cabos metálicos e mão-de-obra especializada.
A Brasil Telecom opera em oito estados – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia e no Distrito Federal – e no Distrito Federal.
No momento, a operadora importa os cabos metálicos de países como a Espanha e Coréia, fazendo os pedidos com antencedência para evitar problemas. Mas, segundo presidente da Brasil Telecom, Henrique Neves, a demanda pela matéria-prima deve aumentar e a ampliação da operadoras espelhos, concorrentes às primeiras empresas a terem licenças autorizadas no plano de privatização, e com a entrada das “espelhinhos” (operadoras que atuam em áreas que não interessam às espelhos), no ano que vem.
Outro grande desafio da empresa para atingir as metas, de acordo com Neves, é a necessidade de manter a rapidez na instalação de redes e capilaridade para chegar até as periferias. “Cada vez que se aumenta o acesso individual, a operadora tem que instalar novos telefones públicos”, explica. Uma das metas estabelecidas prevê que a relação entre aparelhos públicos de privados têm que ser igual ou superior a 2,5%.
Neves destacou também que algumas dessas metas já foram alcançadas, citando como exemplo os telefones para deficientes de fala e físicos, que têm pedidos atendios em uma semana.
Do total de R$ 1,73 bilhão liberado pelo BNDES, ontem, à operadora, cerca de R$ 760 milhões serão entregues até dezembro deste e R$ 560 milhões até julho de 2001. Os R$ 424 milhões restantes são relativos ao empréstimo-ponte recebido no final do ano passado e descontados desta vez.
Redação
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Pamela Sousa
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