De acordo com Paulo C. Tonetto, diretor de negócios da Hauri, a idéia de se criar um centro local de combate aos vírus já existe há alguns anos, mas foi desde 2004 que começou a ganhar força. “Quando surgiu um vírus boliviano, que atacava sistemas em espanhol, ficou clara a necessidade de um laboratório local”, relembra o executivo. Outros fatores que, segundo ele, impulsionaram a decisão foram a criatividade dos hackers brasileiros e a alta tecnologia utilizada pelas instituições financeiras nacionais.
Com 8 pesquisadores, o laboratório será responsável pela identificação de novas ameaças, análise e geração do relatório sobre o mecanismo do vírus. “Esse relatório será então enviado à equipe de desenvolvimento, localizada na Coréia, de onde serão distribuídas as atualizações”, detalha Tonetto.
Segundo os parceiros, o laboratório está apoiado, hoje, em três pés: o IPT, que fornece a hospedagem e os pesquisadores, além de funcionar como catalizador; a Hauri, que traz sua experiência e suas ferramentas e operacionaliza a distribuição dos resultados, e a sociedade, ao apontar suas necessidades e orientações. No entanto, a intenção é atrair novos parceiros para o projeto. “Pretendemos conseguir uma parceria para fornecimento do hardware, por exemplo”, comenta Tonetto, explicando que a intenção é que o laboratório não demande investimento inicial de nenhuma das partes.
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