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O Brasil é o primeiro país dos 170 nos quais a IBM atua que receberá a tradução do software Tririga, focado na gestão inteligente de edificações. A informação foi passada por Robert Roblin, diretor de Tivoli para IBM Software Group, em entrevista exclusiva ao IT Web. A ideia é que o produto esteja disponível em português do Brasil até o fim do ano.
“O Brasil é uma localização-chave para o sucesso deste negócio. É uma das economias com maior crescimento do mundo, com muitos investimentos em infraestrutura, por parte privada e pública”, ponderou o executivo. Conforme Roblin, o fato de a companhia possuir um Laboratório de Desenvolvimento no País, especificamente em São Paulo, foi ainda mais um impulso para escolha. “O nosso próprio time do Brasil fará esta tradução”, explicou.
O executivo esteve no País no início de setembro para treinar a equipe técnica, alguns executivos e parceiros de vendas indiretas com os meandros da solução. A ideia é que, na sequência, sejam produzidas versões adaptadas às línguas francesa e espanhola.
Aquisição
O software está no portfólio da IBM há cerca de cinco meses, quando a companhia adquiriu a empresa Tririga, que há dez anos oferecia a solução ao mercado – especialmente ao norte-americano. Ela possui cerca de 200 funcionários, com uma carteira de clientes composta por empresas como General Eletric e Victoria’s Secret e a prefeitura de Nova York.
A tecnologia é voltada para empresas que administram muitas unidades. Pode ser uma corporação com porte bilionário e diversos tipos de atuação – desde o mercado de saúde até o de eletrodomésticos, como a GE – uma grande empresa de varejo, instituições financeiras e administrações públicas.
Com o software em mãos – que promete garantir, de forma digitalizada, informações sobre consumo de energia, desperdícios e destinação de lixo em tempo real – é possível, explicou Roblin, entender o funcionamento de suas unidades, garantindo um uso mais eficiente dos recursos. O produto garante ainda “insights” sobre as operações em tempo real de edifícios e alertas para potencias problemas de manutenção objetivando melhorar a gestão de equipamentos e confiabilidade.
Dados disponibilizados pela IBM mostram que edifícios consomem um terço da energia do mundo. O desperdício de água e energia gira em torno de 50% e acredita-se que até 2025 as edificações vão se tornar o maior consumidor de energia global – mais que o setor de transporte industrial juntos. IDC Energy Insights estima que o mercado mundial de Edifícios Inteligentes foi de US$ 3,1 bilhões em 2010 e deve crescer para US$ 10,2 bilhões até 2015.
“Quando você avalia o que é gasto com água, manutenção, lixo, energia, entre outros, um CFO de uma empresa bilionária não sabe onde buscar estas informações, de todas as suas unidades, de toda a operação, em apenas um relatório”, explicou Roblin.
De acordo com Roblin, uma empresa que efetue uma aquisição, por exemplo, pode escolher, com este software, qual unidade é mais eficiente em termos de consumo, estrutura e manutenção e embasar a decisão de quais unidades serão mantidas e quais serão desativadas no processo. “A Victoria’s Secret, por exemplo, muda toda a configuração de suas lojas a cada seis meses, por conta das novidades de troca de estação. Ela utiliza o software para entender como será a disposição”, explicou.
A própria IBM ainda não utiliza o software. Mas Roblin prometeu que isso ocorrerá em breve.
Redação
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Pamela Sousa
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