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Brasil está digitalmente pronto para as Olimpíadas? Análise sugere que não

A Dynatrace fez testes para projetar como será a experiência dos usuários com aplicações móveis e web no Brasil durante as Olimpíadas de 2016. Para isso, a empresa utiliza seus dados referenciais locais, informações de usuários reais, de Rede de Entrega de Conteúdo (CDNs) e de outros provedores para avaliar a eficiência digital no País no período dos Jogos.

A primeira medição foi o Sistema de Nomes de Domínio (DNS). Embora os tempos de resposta sejam normalmente medidos em milissegundos, a companhia considerou o tempo total gasto para resolver o DNS para todas as solicitações de carregamento de páginas. “Uma vez que os sites testados utilizam entre 20 e 120 domínios diferentes toda vez que são carregados, o bom funcionamento do DNS pode ser um problema”, constatou.

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Em seguida, a companhia avaliou a quantidade de tempo para estabelecimento da conexão para que os navegadores ou telefones móveis possam começar a baixar um conteúdo. O aumento geral da complexidade das aplicações e websites também é um fator que pode afetar os usuários finais no Brasil. Conforme as organizações tomam maior consciência da segurança, podemos ver o impacto de se implementar HTTPS e SSL na experiência do usuário final.

Além dos dados no nível da rede, a empresa utiliza recursos de inteligência coletiva obtida com seus sistemas para rastrear CDNs, provedores de anúncios, conteúdo de mídias sociais, ferramentas analíticas, entre outros. A solução relatou mais de 300 quedas de conexão em um período de 24 horas. Para websites que usam muitos fornecedores externos, isso pode ser problemático.

A equipe da Dynatrace também está analisando os dados de alguns de seus clientes reais baseados no Brasil. O website de uma grande rede de hotéis teve 45 mil visitas em um período de uma semana. Durante esse tempo, mais da metade dos usuários finais teve uma experiência frustrante ou tolerável, conforme definida pela companhia.

“Os tempos médios de resposta foram de mais de 8 segundos e, assim, mais de 60% dos visitantes abandonaram o site. Destes, 56,3% utilizavam dispositivos móveis”, relatou a provedora.

Foi testado ainda o desempenho de conexão com os principais sites de mídias sociais, que receberão o maior número de acessos de atletas e turistas para compartilhamento de atualizações e experiências. Neste ponto, os visitantes da América do Norte ou da Europa que acessarem essas mídias terão uma experiência muito mais lenta do que estão acostumados.

“Ao nos aproximarmos dos Jogos Olímpicos de 2016, vemos que o Brasil pode ter alguns desafios digitais pela frente. Do ponto de vista do usuário final, é preciso estar atento aos longos tempos de resposta e erros de terceiros, que aumentarão a frustração do internauta. Essa frustração diminui as chances de conversão de negócios e pode ser ainda mais prejudicial quando expressa nas redes sociais”, enfatiza a empresa.

A Dynatrace indica quatro posturas que podem melhorar o desempenho digital das empresas durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

1. Otimize o desempenho da sua entrega. Provedores precisam entender como entregar suas aplicações. Isso pode ser alcançado reduzindo o peso da página, o número de objetos e de conexões feitas durante cada sessão, além do número de fornecedores externos. Otimizar a entrega de um site de varejo é o início desse processo, mas os provedores devem olhar mais adiante para ver como a página é entregue também no lado do servidor. Ter o foco apenas na visão do cliente (navegador) ou do servidor é uma receita para o desastre.

2. Tenha um plano. Todo mundo precisa de um projeto para seguir. Os provedores devem garantir que têm um plano preparado para quando as coisas falharem, e esse plano não pode ser apenas uma iniciativa reativa de recuperação de erros. Em vez disso, é necessária uma abordagem proativa que enxergue além e garanta que os sites e aplicações sejam completamente testados antes de um grande evento global como os Jogos Olímpicos. Os planos devem incluir todas as partes da organização, não sendo limitados apenas a operações, e devem conter ainda as áreas de Testes, Desenvolvimento e os responsáveis por negócios digitais.

3. Tenha a plataforma de desempenho digital. Um site fora do ar durante os Jogos Olímpicos é uma experiência traumática para um provedor. Não basta ter um plano, você precisa ter também a plataforma certa preparada. Quando as coisas dão errado para um varejista, normalmente ele entra em uma situação de “sala de guerra”. Os provedores precisam enxergar além das ferramentas e utilizar plataformas de gestão do desempenho digital que todos da organização possam usar, incluindo as áreas de Operações, Desenvolvimento, Testes e os responsáveis por negócios digitais.

4. Entenda os dados. Ter a plataforma pronta é um passo na direção certa, mas você também precisa da especialização para entender o que os dados estão lhe dizendo. A maioria dos provedores tem equipes de indivíduos que entendem suas partes da aplicação e alguns experts que têm a grande visão geral de como tudo funciona. Aplicações modernas são incrivelmente complexas, com centenas – às vezes milhares – de dependências. Vasculhar os arquivos de log (que é o que vemos com mais frequência) é o modo antigo e oneroso de se resolver um problema. Os provedores precisam ter um entendimento da relação entre os componentes da aplicação e os fatores externos da Internet. Embora a maioria tenha alguns experts, é mais importante ter uma plataforma da próxima geração para notificar automaticamente que o evento está ocorrendo, analisar as dependências e descobrir a causa-raiz do problema.

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itmidia
Tags: estratégiatelecom
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