O Brasil articula para que suas empresas acompanhem tendências da Indústria 4.0, termo de origem alemã que simboliza a 4ª Revolução Industrial, baseada na integração digital de etapas da cadeia produtiva.
Em evento recente na Alemanha, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Alvaro Prata, defendeu esse esforço. A parceria com os alemães em inovação terá desdobramentos e será levada a duas reuniões de ministros de ciência e tecnologia que serão realizadas em novembro, em Pequim, na China, com líderes do G20 e do Grupo Carnegie.
Prata afirma que o país é grande parceiro industrial do Brasil. São cerca de 1,5 mil empresas alemãs em solo nacional, assim, o fortalecimento da aliança é vital. “Precisamos, mais e mais, de nos envolvermos na cooperação bilateral em inovação”, declarou.
Segundo ele, a pasta tem trabalhado junto ao MDIC e à Confederação Nacional da Indústria [CNI] na estruturação de uma agenda para fazer frente aos avanços da manufatura avançada.
Prioridades
O chefe da Divisão de Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Manuel Montenegro, afirmou que a união de academia, governo e indústria reforça a diretriz bilateral em cooperar em pesquisa sobre manufatura avançada, tanto nas companhias alemãs instaladas no Brasil quanto nas empresas nacionais interessadas em se inserir no processo de agregação de valor.
Prata expôs as perspectivas brasileiras de desenvolvimento da cadeia produtiva de terras-raras – 17 elementos químicos essenciais para tecnologias digitais como smartphones, aparelhos de ressonância magnética, carros híbridos, catalisadores para refino de petróleo e ímãs de alto desempenho, usados em geradores de energia eólica. Os países iniciaram em 2015 uma parceria para pesquisa em mineração, extração, separação de óxidos, formação de ligas e fabricação final de produtos que incorporam matérias-primas economicamente estratégicas.
O secretário relatou aos alemães que o governo brasileiro prepara um programa de desenvolvimento da cadeia produtiva de terras-raras, para que empresas brasileiras possam aproveitar as reservas nacionais na produção e na exportação de equipamentos de alta tecnologia. De acordo com Montenegro, inicialmente restrita ao BMBF, a parceria pode se estender ao Ministério Federal de Economia e Energia (BMWi).
*Com informações do MCTIC
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