Ray Jimenez assumiu a vice-presidência para América Latina da empresa de segurança Blue Coat há pouco mais de um ano. Desde então, considera os 12 meses que passaram os que mais lhe renderam viagens pela região ? inclusive pelo Brasil, que visitou por sete vezes no período. O trabalho é árduo não somente para compreender as particularidades de cada mercado que compõe o território, mas para transformar um discurso de que “soluções de segurança são apenas para proteger a informação” em algo mais amplo.
O conceito que Jimenez pretende evangelizar é o de que a blindagem é apenas uma das características das soluções da marca. Outra, tão importante quanto, é a capacidade embarcada de otimizar a eficiência operacional, especialmente quando se fala em infraestrutura de redes.
?Existe uma ideia que a segurança restringe. Que é como colocar um cadeado na porta. Mas não é isso?, reforçou. O VP se valeu novamente de cinco elementos para justificar esse posicionamento: regras claras; proteção via nuvem; classificação de aplicações confiáveis; desempenho de rede e informações sobre a dinâmica da infraestrutura.
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Em uma das visitas feitas ao País, o executivo teve uma breve conversa com a CRN Brasil. A passagem ocorreu quase que concomitantemente ao anúncio de compra da Solera Networks, fornecedora de serviços de segurança para grande volume de dados (big data) e proteção avançada contra ameaças. A plataforma Solera DeepSee vai agregar ao portfólio de produtos da Blue Coat as funcionalidades de investigação e análise de segurança, fornecendo uma solução completa que inclui proteção, correção e governança.
?Este último ano ? nosso ano fiscal vai de maio a abril ? foi o melhor da história para a Blue Coat na América Latina?, garantiu o executivo. A marca tem pouca participação de mercado no Brasil, concorda Jimenez, é pequena em relação a competidores que já estão consolidados no mercado. Foram 30 novos clientes no período no País, dez dos quais estão entre as cem maiores empresas do País. Por possuir portfólio caro, a Blue Coat tem como principais compradores governo, telecom e outros setores de maior expressão. Além disso, Jimenez ressalta que no último ano de trabalho, garante, promoveu negociações sobre projetos que devem ser fechados em breve.
?Se avaliarmos a lista Fortune 200, das 13 maiores, tivemos sete empresas que se tornaram nossos clientes. Não posso mencionar nomes da América Latina, mas o Brasil, para a região, é um mercado importante?, adicionou, lembrando que o País figura, dentro do conceito de mercados emergentes, ao lado de México, Índia e região da Ásia em nível de importância.
Parceiros e presença local
Nos últimos meses, a companhia fortaleceu os investimentos locais, com a criação de um ponto de cloud computing. A equipe cresceu 50%, com a dição de nove colaboradores. No caso de parceiros, a estratégia é o mantra do mercado: não crescer, mas aprofundar o relacionamento com os que já defendem a marca pelo País. ?Temos que garantir que eles tenham cinco qualificações importantes: conhecimento profundo da tecnologia; capacidade de financiamento sóbrio, já que as soluções não são baratas; foco em verticais e mercados; garantia de venda de valor, não de preço; e sinergia com nossos propósitos: estamos crescendo, então queremos sócios que compartilhem desse objetivo.?
A América Latina responde por cerca de 200 parceiros VARs, dos quais, de 25 a 30 estão no Brasil. O distribuidor local é Westcon. ?Estamos compartilhando com parceiros os detalhes dessa nova visão [de que soluções de segurança são, também, geradores de desempenho] para que eles possam levar isso ao cliente final?, comentou. ?Não estamos falando de venda de caixa, mas de venda para um nível mais alto de executivo, como o CIO e CSO. Saímos do ?produto? e estamos em ?facilitador do negócio??, adicionou.
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