Na quarta-feira (22), Grow anunciou que a operação da Yellow Bike deixará de funcionar em 14 cidades brasileiras. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba permanecerão com o serviço de aluguel de bicicletas. Porém, nesta sexta-feira (31), usuários publicaram denúncias sobre o descarte.
O usuário do Facebook Isaac Varzim publicou imagens de bicicletas sendo amassadas e jogadas na caçamba de um caminhão. Logo em seguida, Andressa Delgado espalhou as fotos no Twitter.
Bicicletas Yellow também já foram alvo de denúncia em Curitiba por serem alocadas em um terreno em zona domiciliar. Também é válido mencionar que a Lime, que alugava patinetes, deixou o Brasil neste ano.
Em comunicado à imprensa, Jonathan Lewy, CEO da Grow, disse que o encerramento das atividades em 14 cidades faz parte de um plano de restruturação. “A micromobilidade é fundamental para revolucionar a forma como as pessoas se locomovem nas metrópoles e continuamos acreditando que esse mercado tem espaço para crescer na região”, disse.
Por outro lado, a Yellow oferece serviços de mobilidade urbana com foco na qualidade de vida de usuários e no meio-ambiente. Por isso usuários têm criticado a postura da empresa.
Usuários também questionaram se as bicicletas não poderiam ser doadas, mas também falam em proteção de marca.
Atualizado em 31/01/2020 às 17h01:
Em nota enviada ao IT Forum 365, a Grow esclarece que “as bicicletas retiradas das ruas de Florianópolis e São José estão tendo três destinações ⏤ doação, manutenção ou reciclagem”.
A companhia também afirma que a Associação Vivendo e Aprendendo, de Florianópolis, tem recebido doações de equipamentos em boas condições.
“A empresa atua de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A PNRS prevê o conceito da logística reversa, ou seja o reaproveitamento ou descarte apropriado de materiais, com foco na preservação ambiental”, cita a companhia.
Sobre as imagens veiculadas nesta sexta, a Grow informa que as bicicletas “foram recolhidas, serão pesadas, prensadas e posteriormente transformadas em matéria-prima para novos produtos à base de materiais como ferro e borracha.”
Os equipamentos recolhidos, segundo a Grow, não apresentam condições adequadas e estão sendo reciclados. A empresa também acrescenta que “o local utilizado no processo de logística reversa é adequado, bem como o prazo para concluir essas ações.”
Com informações: Isaac Varzim, @andrezadelgado.
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