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Bancos digitais estão se tornando globais para obter mais mercado

Hoje em dia é cada vez mais comum ler notícias sobre fintechs que faturam milhões de dólares. Para apimentar ainda mais o mercado, no mês passado de julho o Nubank se tornou um dos maiores (se não o maior) bancos digitais do mundo.

Não foi só pelos seus 12 milhões de clientes, mas também porque recebeu um investimento de US$400 milhões (em 26 de julho de 2019). A rodada de investimento série F foi liderada pelo fundo americano TCV, juntamente com fundos que já participaram de rodadas anteriores para o banco brasileiro desafiante – Tencent, DST Global, Sequoia Capital, Dragoneer, Ribbit Capital e Thrive Capital. Foi a primeira vez que a TCV investiu em uma empresa na América Latina, o mesmo aconteceu com investidores anteriores do Nubank.

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O novo investimento garantirá a expansão contínua e agressiva do Nubank, abrindo escritórios em Buenos Aires, Cidade do México e Berlim.

O Neon, outro banco digital brasileiro, possui uma estratégia similar com seu concorrente Nubank. Em vez de focar apenas nos clientes finais, a Neon ampliou a estratégia de crescimento, tornando-se o primeiro banco digital no Brasil a oferecer manutenção gratuita de contas e sem taxas para empresas e microempreendedores.

De acordo com o Global Report, da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), 53% de todas as empresas brasileiras são microempreendedores individuais, um total de 8,5 milhões de negócios, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), em breve o Banco Neon estará jogando de igual para igual com o Nubank.

Como funciona o setor bancário no Brasil?

O setor bancário no Brasil é um dos mais desafiadores e complexos, sendo representado exclusivamente por grandes instituições que cobram umas das maiores taxas de empréstimos do mundo, mas os bancos digitais estão mudando esse cenário.

Enquanto a ambição do Nubank é crescer em terras mexicanas e alemãs, o N26, banco rival de Berlim, planeja dar uma mordida no mercado brasileiro também. O N26 já está disponível em 24 países europeus, alcançou mais de 3,5 milhões de clientes e processou mais de € 20 bilhões em volume de transações desde seu início em 2013.

Antes de vir para o mercado brasileiro, o N26 começou a conquistar contas americanas. Seu Cofundador Maximilian Tayenthal, disse:

“Nosso lançamento nos EUA é o próximo estágio para o N26 ser um banco global. De fato, muitas pessoas ao redor do mundo procuram soluções simples e livre de problemas. Nós já somos uma das fintechs mais valiosas e altamente financiadas na Europa, e continuaremos a construir um banco global estabelecido na Europa”.

No entanto, o banco alemão não vai sozinho para os EUA, o banco britânico Monzo também confirmou que disponibilizará abertura de contas para os consumidores americanos ainda este ano.

Os cartões Monzo serão lançados com tecnologia de aproximação nos Estados Unidos, e é importante notar o baixo índice de utilização desse método de pagamento moderno, já que apenas 3% dos cartões têm essa tecnologia nos EUA, contra 64% no Reino Unido (de acordo com o relatório AT Kearney 2018).

Bancos digitais planejam atacar o setor bancário brasileiro

A N26 também terá uma companhia britânica no mercado brasileiro, mas, desta vez, do banco digital Revolut. As fintechs estão crescendo rapidamente em todo o mundo e alguns especialistas acham que uma consolidação do mercado pode acontecer em breve, especialmente em mercados mais maduros.

Além de ser inevitável a consolidação do mercado, acredito realmente que demore um pouco mais para se iniciar esse processo. Os bancos tradicionais têm uma enorme participação de mercado a ser dividida com os novos entrantes. No Brasil, os bancos digitais estão lutando para ocupar a 6º posição (o Nubank provavelmente ganhou este espaço após a última rodada de investimentos), enquanto as cinco primeiras posições ainda pertencem aos bancos tradicionais.

A revolução financeira está apenas começando, pelo menos no Brasil e nos EUA, onde há menos bancos desafiadores lutando por um pedaço do mercado bancário. “Eu acho que o sistema financeiro dos EUA está uma década atrás da Europa”, diz Blomfield, CEO da Monzo. “É muito difícil enviar dinheiro de uma conta bancária dos EUA para outra.”

É claro que os bancos digitais pretendem reproduzir em todo o mundo o mesmo sucesso alcançado em seus países de origem. Os bancos digitais não estão apenas desafiando os bancos tradicionais, eles estão se desafiando entre eles.

As empresas de tecnologia financeira estão crescendo rapidamente com demandas de serviços de alta qualidade, enfrentando uma concorrência acirrada diariamente e é exatamente por isso que amamos trabalhar com eles.

Nós já trabalhamos com vários bancos nos últimos anos, quase 60% dos nossos clientes são do setor bancário, financeiro ou de seguros. Não me entenda mal, sempre foi desafiador. Mas agora é diferente, o mercado é mais dinâmico, rápido e disruptivo!

Estamos animadíssimos em trabalhar lado a lado com os players que estão mudando o cenário bancário e financeiro no Brasil e no mundo. De contribuir para que um banco tradicional se digitalize, ou trabalhar para que um banco digital se torne ainda maior (ou virar logo um unicórnio!), ou realizar integrações para pagamentos cross-border para uma fintech crescer ainda mais rápida e de forma segura. Estamos 100% nisso com eles!

*Por Wagner Lopes, coordenador da expansão internacional da DB1 Global Software. Um entusiasta genuíno das fintechs.

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Published by
Ana Gabriela De Callis
Tags: #fintechbanco digitalmercado financeiro
7 anos ago

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