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Conforme os dispositivos móveis substituem os PCs corporativos como ferramenta prática de informação, a TI acaba perdida na hora de gerenciar tantos endpoints repetidos e garantir segurança da informação e capacidades de proteção de dados, que foram o principal suporte da era do PC.
A maioria das necessidades de suporte ao cliente são supridas pelo explosivo mercado de gerenciamento de dispositivos móveis, ainda assim, controles e comandos de TI completos e absolutos têm poucas chances de sobreviver à nova era móvel. Esforços para travar configurações de dispositivos e restringir a capacidade do usuário de instalar aplicativos ou baixar dados corporativos em seus smartphones ou tablets estão fadados ao fracasso.
O fato mais desagradável, para a TI, pelo menos, é que os dispositivos móveis são, por natureza, pessoais, o que significa que os usuários, provavelmente, não irão aceitar as mesmas politicas e controles de segurança que toleram em seus laptops corporativos. Isso quer dizer que smartphones e tablets estão destinados a acumular informações sigilosas pessoais e corporativas, que devem ser protegidas tanto contra roubo malicioso, quanto contra perda acidental – uma necessidade geralmente abordadas por software de backup de cliente gerenciado centralmente.
Como desenvolvedores de software já sabem, os sistemas operacionais móveis e as interfaces de usuário são bastante diferentes do paradigma PC e portar produtos existentes raramente é uma opção. Software de backup, em particular, precisa de uma abordagem exclusiva, já que os dispositivos móveis não têm um sistema de arquivo tradicional. Por exemplo, o iOS, da Apple, usa pastas diferentes de ?arquivos? para cada aplicativo. Além disso, o sistema operacional em si restringe ou proíbe que os aplicativos acessem arquivos armazenados em pastas de outros aplicativos – mais uma vez, a Apple se destaca nessa área. Porém, agora que os smartphones e tablets fazem parte do cinto de ferramentas de um trabalhador típico, a TI precisa planejar uma maneira de realizar backup e restaurar informações que talvez existam somente nesses computadores de bolso.
Portabilidade wireless, armazenamento local relativamente restrito e o uso nômade desses dispositivos tornam a nuvem o veículo ideal para o backup desse conteúdo, mas teoria e prática ainda estão em conflito. Serviços de backup e armazenamento de arquivo orientados ao consumidor, como Dropbox, Live Mesh, Mozy e SugarSybc já legitimizaram a noção de espelhamento entre o conteúdo do PC e a nuvem, portanto, seria natural que os fornecedores desses serviços migrassem para o reino móvel. Por exemplo, recentemente, a Asingra, um ?mercador de armas? para software de backup e serviços de gerenciamento de provedores de serviço, anunciou que seu mais recente lançamento abrange a revolução smartphone/tablet por meio de um novo aplicativo de backup pra iOS e Android. A aplicação, que se conecta a um serviço de back-end, da Asigra, está disponível na App Store, da Apple, e no Android Marketplace, e traz interface de usuário intuitiva e otimizada para smartphone.
Enquanto a arquitetura de armazenamento móvel na nuvem parece uma grande promessa, ela se choca com as limitações dos sistemas operacionais móveis. No iPhone e iPad, isso significa que os aplicativos podem fazer backup apenas de contatos, entradas de calendário e fotos. O Android é um pouco mais aberto, mas, ainda assim, o usuário pode fazer backup de configurações do aparelho e browser, alarme, log de chamadas, contatos e playlists – melhor, mas nem de longe cobre todo o sistema. Usuários do iPad não conseguem fazer backup de conteúdo gerado localmente, seja um documento do Pages, uma apresentação do Keynote ou uma faixa do GarageBand. A Apple conta com o fato de que todos os dispostivos iOS fazem backup automático no PC via iTunes, e isso preocupa o usuário, ou melhor, a TI, porque é necessário um passo a mais, a criptografia do conteúdo transferido e da cópia para um dispositivo externo de armazenamento. Infelizmente, essa abordagem ainda exige conectar o dispositivo ao PC, o que muitos usuários (falando por experiência própria) raramente fazem, e garantir que uma biblioteca iTunes esteja incluída no processo de backup. Por mais que a Apple tenha bons motivos, de segurança e privacidade, para limitar o acesso cruzado aos dados de aplicativos, é preciso que existam exceções legítimas, bem definidas e de conhecimento do usuário.
Por enquanto, usuários de dispositivos móveis têm, como melhor opção, o backup manual via sincronização com serviços online, como Dropbox ou iDisk, para documentos; Gmail ou servidores Exchange corporativos, para calendário e contatos. Aqueles que fazem do smartphone ou tablet a peça central da existência online devem investigar novos aplicativos de backup baseados em nuvem, mas lembre-se que as limitações atuais de software significam que terá backup incompleto e que os fornecedores de dispositivos (sim, me refiro a vocês, Apple e Google) não permitem que os aplicativos de backup tenham acesso irrestrito aos dados armazenados localmente.
(Tradução: Rheni Victório)
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