Baby boomer, X, Y E Z: Como integrar uma equipe multigeracional

Precisamos desmistificar essa briga e entender que a coexistência no ambiente corporativo não só é necessária, como é favorável para o aprendizado e desenvolvimento das equipes

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Estamos
presenciando uma verdadeira transformação no mercado de trabalho. O que
antes era considerado um bom emprego, já não atende mais a expectativa
de muitos profissionais. Por outro lado, as características e requisitos
de um bom profissional também mudaram. Outro fator muito curioso é a
consolidação de equipes multigeracionais, ou seja, que contém
trabalhadores enquadrados nas gerações baby boomers, X, Y e a
recém-chegada da geração Z.

O
fato é que em 10 anos teremos quatro gerações de contextos e
características diferentes coexistindo dentro do mundo empresarial.  Segundo
pesquisa realizada pela LogMeIn, os millennials já ocupam metade dos
postos de trabalho disponíveis, devendo representar 75% da força de
trabalho global em dez anos. Mas, apesar da geração millenial
representar avanço para as empresas, não vejo muitas vantagens em uma
substituição brusca, e levando em conta apenas esse critério de troca de
gerações.

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Isso
porquê, particularmente, me preocupo muito com os rótulos colocados às
gerações. Obviamente, elas passaram por um contexto histórico diferente e
foram impactadas por eles. Contudo, ao longo da minha carreira como
recrutador, já entrevistei profissionais com mais de 50 anos,
extremamente ávidos e movidos pelo propósito na carreira, enquanto
encontrei millenials que priorizavam a estabilidade e segurança. Ou
seja, não existem caixinhas, mas sim momentos de carreira. É possível
notar diversos baby boomers com características de geração Y, assim como
profissionais da geração Y com características de X ou boomer.

Precisamos
desmistificar essa briga e entender que a coexistência no ambiente
corporativo não só é necessária, como é favorável para o aprendizado e
desenvolvimento das equipes. Sem dúvida, quando o time é
multigeracional, acontecem alguns choques de realidades e diferentes
perspectivas. Mas, segregar os profissionais, o
ideal é que aconteça o incentivo às trocas entre as gerações.

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Os
baby boomers e a geração X têm muito a aprender com os millenials e com
a geração Z, principalmente em relação ao propósito do trabalho,
qualidade de vida, flexibilidade, criatividade e inovação. Por outro
lado, as gerações mais novas, muitas vezes ainda imaturas, precisam
aproveitar a convivência com as gerações mais experientes para lidarem
melhor com a alta ansiedade em crescer rápido demais na carreira e a
falta de paciência na condução de diferentes projetos e demandas do dia a
dia, para assim, aprenderem a serem mais resilientes e resistentes às
frustrações.

Nos
próximos dez anos, veremos uma transformação ainda mais forte
acontecendo no mercado de trabalho, falaremos cada vez mais de
Inteligência Artificial, IOT (internet das cosias) e Big Data. A
perspectiva de carreira e o sucesso profissional estarão cada vez menos
ligados a idade ou a geração. O importante será se conectar com a
capacidade de adaptação às tecnologias, inteligência emocional e,
principalmente, a habilidade de criar empatia, deixando de lado os
preconceitos quanto a diversidade de qualquer tipo.

Se
por um lado as empresas estarão buscando profissionais cada dia mais
autônomos e antenados, os profissionais buscarão por empresas com
liderança decentralizadora, decisões compartilhadas e menos hierarquias
no trabalho.

Por fim, finalizo essa breve reflexão dizendo que é importante observar
que um processo de seleção criterioso, bem feito e baseado em
habilidades não leva em consideração a data de nascimento, tão pouco um
rótulo de geração, mas principalmente as competências profissionais e a
capacidade que cada indivíduo tem de se adaptar a cenários diversos e
cada dia mais mutáveis.

 

(*) Marcelo Olivieri é  diretor da Trend Recruitment

 

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