Com o aumento no tráfego de dados mundiais ? estimativas da Cisco são de que o volume transacionado seja de 1,3 zetabyte em 2016 ? o profissional de arquitetura de rede passa ficar, cada vez mais, parecido com um CIO. A declaração feita ao IT Web por Giuseppe Marrara, diretor de relações governamentais da fabricante no Brasil, nesta quarta-feira (30/05), durante apresentação da pesquisa Visual Network Index, feita em Brasília (Distrito Federal).
Na avaliação do executivo, o aumento na complexidade de gerenciamento de dispositivos e usuários faz com que o responsável pela manutenção da infraestrutura de TI tenha de ser mais estratégico e conhecer melhor o perfil de cada dispositivo ? seja ele fixo ou móvel ? e de sua importância na rede da empresa.
Segundo a pesquisa, a previsão é que as videoconferências de negócios por IP aumentem em seis vezes no período , crescendo duas vezes mais rápido em relação ao tráfego de IP de negócios geral. Globalmente, espera-se que usuários corporativos da internet aumentem de 1,6 bilhão para 2,3 bilhões entre 2011 e 2016. A videoconferência via desktop deve ser o serviço com mais rapidez de crescimento, passando de 36,4 milhões em 2011 para 218, 9 milhões de usuários daqui a quatro anos.
?Com o crescimento do tráfego aumenta a complexidade da gestão da rede na empresa. E isso ocorre em todas as companhias. Desta forma, a infraestrutura adotada tem que ser mais elástica, tanto por aparelho quanto por serviço utilizado. E o desenho dessa estratégia depende mais do arquiteto do que nunca?, ponderou.
Para programar um ambiente mais flexível, o profissional terá de conhecer melhor do negócio da empresa, como forma de indicar o que é mais adequado para cada operação: serviços de cloud computing, telepresença, tipos de acesso via latptop, tablet, desktop e celular. Sem entender as necessidades do ambiente, na visão de Marrara, essa arquitetura é impossível.
Essas variáveis existem impulsionadas, explicou, pelo movimento de consumerização nas empresas e, juntamente, com o movimento de computação em nuvem. ?Com os dispositivos pessoais dos colaboradores entrando no ambiente corporativo, o gestor precisa entender quais níveis de permissão cada aparelho terá e como direcionar a disponibilidade de conexão para cada um deles, dependendo de seu nível crítico. Já em nuvem o CIO consegue delegar à sua equipe a gestão e entrega de alguns serviços, por conta do perfil mais flexível.?
Na visão de Marrara, um caminho sem volta é a perda do perfil técnico e evolução do perfil mais estratégico do administrador de rede, que se tornará um braço direito do diretor de TI.
Segundo pesquisa recente da Catho, um diretor de tecnologia tem salário médio de R$ 18 mil. Um administrador de rede de nível sênior recebe em torno de R$ 4,3 mil. A pergunta que fica: com a evolução, vai haver mudança de remuneração também?
A jornalista viajou a Brasília a convite da Cisco
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