O governo brasileiro propôs ontem (23/2) uma parceria com a Argentina para apresentar à União Europeia (UE) um projeto conjunto de pesquisa sobre o
vírus Zika. O bloco europeu vai lançar um edital em março para financiar, com até 10 milhões de euros, investigações científicas sobre o vírus. “A ideia é disputarmos juntos esse edital”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, após encontro com seu par argentino, Lino Barañao, em Buenos Aires.
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Pansera destacou o recente avanço dos cientistas brasileiros, que identificaram a proteína responsável pela diferença entre o vírus da dengue e o vírus Zika. No entanto, segundo o ministro, ainda se sabe pouco sobre os efeitos da doença e como ela atua no sistema neurológico. “Não é algo que um país pode resolver sozinho”, disse. “É preciso a colaboração de cientistas do mundo inteiro e os argentinos têm interesse e experiência nessa área”, acrescentou.
Cooperação
Em outra parceria, os argentinos também participarão da construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) – reator nuclear, que será usado na produção de biofármacos, atualmente importados do Canadá. “O Canadá vai sair desse mercado ate 2022 e o governo brasileiro decidiu começar a fabricar esses produtos, que pesam na nossa balança comercial”, disse Pansera.
Os dois principais sócios do Mercosul também vão atuar em cooperação em projetos de
financiamento de startups. O Brasil ofereceu à Argentina o uso de seu supercomputador Santos Dumont. Um comitê científico dos dois países manterá reuniões mensais para dar seguimento aos projetos conjuntos.