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O iPad Mini, da Apple, foi à venda em cerca de 35 países na última sexta-feira (02/11). Logo na segunda, a fabricante anunciou ter vendido mais de três milhões de iPads em geral durante o fim de semana, mas não precisou qual o número exato de comercializações do tablet de sete polegadas e quanto representa a quarta geração do dispositivo de 9,7 polegadas.
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Agências internacionais ao redor do globo não indicavam um movimento tão bom de vendas, com notícias afirmando que a costumeira confusão de clientes em frente a lojas da marca não era percebida desta vez. Em alguns casos, como em Hong Kong, reportaram as agências, havia mais vendedores nas lojas do que clientes do lado de fora esperando para comprar seu dispositivo.
De acordo com a Apple, a categoria iPad Mini está praticamente esgotada ao redor dos Estados Unidos. A pré-ordem do produto, lembre-se, estava aberta desde o dia 26 de outubro. “Clientes ao redor do mundo amam o novo iPad mini e a quarta geração do iPad”, disse CEO da companhia, Tim Cook, em um documento.”Estamos trabalhando fortemente para atender à incrível demanda”, continuou o executivo, ao referir-se ao esgotamento do produto.
O iPad de quarta geração foi lançado junto ao iPad mini. Além de manter a tela de 9,7 polegadas com Retina Display, o produto foi melhorado ao ganhar o processador A6X, que a Apple alega ser duas vezes mais rápido do que o modelo anterior, com o chip A5X. O aparelho perde a entrada de 30 pinos e ganha a entrada Lightning. A câmera FaceTime também foi melhorada. O preço do iPad 4 é o mesmo do atual, iniciando com US$ 499 (nos Estados Unidos), para a versão 16 GB. A tela do iPad mini mede 7,9 polegadas e tem 1024 x 768 pixels, dando um PPI de 163. Ele custa a partir de US$ 329, mas tem o processador menos parrudo, o A5X.
Perda de mercado
Vale lembrar que dados da IDC não são tão positivos. Um ano depois da morte de Steve Jobs e três anos depois do lançamento do iPad, a Apple apresentou perda considerável no mercado de tablets durante o terceiro trimestre de 2012. Segundo a consultoria, foram embarcados 4 milhões de unidades do modelo, o que representa 50,4% do mercado, contra participação de 59,7% verificada um ano antes.
Além da diversidade de modelos de competidores disponíveis, o que motivou o processo, de acordo com a agência global de pesquisas, foram as expectativas sobre o lançamento de um iPad Mini – situação confirmada agora no fim de outubro – e as menores buscas de produtos tanto de consumidores quando de empresas (neste item, está incluída educação).
No geral, as vendas totais de tablets representaram 27,8 milhões de unidades no terceiro trimestre de 2012, o que mostra um avanço de 49,5% sobre o mesmo período de 2011, quando foram comercializados 18,6 milhões.
Nesta comparação, a Apple avançou apenas 26,1%, com as unidades embarcadas passando de 11,1 milhões para 14 milhões no período. Um crescimento na ordem de quase 30% em um ano não pode ser tido como uma notícia negativa quando analisado isoladamente. Contudo, quando se avalia o comportamento em geral – que foi um incremento de quase 50% – é impossível afirmar que a empresa fundada por Jobs não esteja perdendo mercado para os concorrentes. Do segundo trimestre de 2012 para o terceiro de 2012, a participação neste mercado caiu de 65,5% para 50,4%.
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