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Muitas vezes ficamos desnorteados ao escolher um presente para um amigo especial. “Será que vai gostar? Isso combina com o life style dele?.”
Essas e outras perguntas nos revolvem a cabeça e corremos o risco de acabar errando feio na escolha. Para sanar esse problema, os publicitários Jaime de Toledo, Marcel Buainain e Eduardo Malta criaram o Curtix, uma ferramenta inovadora que propõe a compra personalizada com o suporte dos interesses disponibilizada nas redes sociais.

Marcel, Eduardo, Gabriel e Jaime formam o time que promete agitar o comércio na internet
A experiência profissional com marketing digital fez com que os jovens empreendedores decidissem investir na área de internet por não exigir uma estrutura exorbitante. Adicionalmente, perceberam que havia nichos pouco explorados na rede. A ideia inicial sofreu poucas reformulações e o principal fruto de que o projeto inovador pode vingar é o entusiasmo de seus idealizadores.
“O conceito de entender e conhecer as pessoas por meio das redes sociais para fazer personalização de conteúdo foi mantido. Depois o mercado foi nos mostrando alguns caminhos, mas o conceito era esse”, explica Buainain.
“A necessidade que a gente já tinha encontrado por experiências próprias é que recebemos muitas ofertas que não têm nada a ver conosco, principalmente e-mail marketing. Víamos que isso era mal feito e que poderíamos fazer de uma maneira melhor”, complementa Toledo.
O aplicativo dos empreendedores, que surgiu em paralelo com o boom dos sites de compra coletiva, que mandam e-mail sem qualquer segmentação, tinha o objetivo de trazer um novo formato aos mercados eletrônicos.
“O Curtix vê as pessoas individualmente e não como cardumes. O consumidor valoriza isso. A segmentação é uma tendência do nosso mercado, só é necessário saber como fazer”, avalia Buainain. “A partir do momento que se consegue otimizar o investimento do recurso, aumentando a conversão, em termos de negócio fica mais vantajoso”, acrescenta Malta.
Precavidos, os empreendedores testaram por diversas vezes a viabilidade do projeto. “Foi um grande divisor de águas quando vimos que o objeto final da pesquisa era satisfatório”, conta Malta.
A primeira parceria do aplicativo foi estabelecida com o gigante Buscapé. Os rapazes, porém, não pretendem parar por aí.
“A aceitação de divulgar os produtos dentro de um agregador que personaliza a experiência de acordo com o perfil dos usuários nas redes sociais está sendo muito grande, porque é um desafio que o e-commerce tem. E quanto mais assertivo conseguirmos ser no tráfego que geramos para o e-commerce para eles é mais benéfico”, aponta Malta.
A concepção da ideia foi em 2011, porém as operações foram iniciadas em julho de 2012. Até o momento, o Curtix evolui apenas com capital próprio, tendo investido inicialmente R$ 100 mil. No entanto, os publicitários já se reúnem com pessoas interessadas em realizar aportes financeiros ao sistema.
“Buscamos o investidor com perfil smart money, que é aquele que não aporta apenas financeiramente, mas também agrega experiência à gestão do projeto e que traga um valor agregado também focado no capital intelectual”, diz Malta.
De acordo com Toledo, a experiência profissional anterior foi fundamental para que eles elaborassem o projeto, já que com marketing, os três haviam se deparado com a necessidade de entender comportamentos humanos. “E o que o Curtix faz é uma série de insights sobre o comportamento humano no Facebook”, sinaliza Toledo.
A partir da concretização do projeto, tendo conquistado mais de mil usuários mensais e 400 usuários em sua fan page do Facebook, o desafio agora é desenvolver o projeto para torná-lo ainda mais aguçado.
“Queremos que o Curtix entenda cada vez mais as pessoas a partir de diversos aspectos: pelo que elas curtam ou mesmo os amigos, pelo conteúdo que escrevem”, diz Buainain. “Agregaremos mais informações sobre as pessoas conectando mais redes ao serviço, como o instagram e twitter”, vislumbra.
Com pouco tempo de vida, o projeto já foi reconhecido e apontado pelo Facebook como um case de bo’a integração com o aplicativo. Para gerar capital, os empreendedores estabeleceram dois modelos de remuneração. “Faremos isso através do agregador do nosso site, onde veicularemos em nossa página produtos que estão em e-commerces já existentes. Teremos a comissão sobre o valor da venda e o pagamento que o e-commerce fará pelo tráfego que o Curtix gerou”, conclui Malta.
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