O setor educacional é cheio de oportunidades e problemáticas e isso é de conhecimento público. Mas é sabido, também, que as instituições precisam agir rapidamente, já que tudo aponta para uma evolução constante. Luciano Possani, CIO do Grupo Anhanguera Educacional, tem investido sistematicamente em novas tecnologias para ampliar a experiência de ensino. Em 2011, ele implantou a plataforma Google for Enterprise, que atende a mais de 150 mil contas de alunos, professores e administração do grupo. Com isso, a instituição conseguiu criar ambientes de colaboração entre estudantes e educadores, tudo baseado na nuvem, estendendo o ecossistema educacional para dentro da internet. ?Os estudantes são nossos clientes e majoritariamente consomem conteúdo digital. É inerente a eles o mundo online e é lá que as instituições de ensino devem estar.?.
A história, entretanto, na visão do CIO, vai além da compra da solução do Google. Em paralelo a esse investimento, a Anhanguera implantou a plataforma de ensino à distância Moodle, que, assim como o sistema do Google, é baseado em cloud computing, e permite mais flexibilidade de acesso. ?As aulas são também disponibilizadas online na plataforma Sambatech. Com isso, caso o aluno falte, ele consegue acessar o conteúdo?, explica o executivo. ?Várias das nossas ferramentas pedagógicas estão hospedadas no Moodle, e estamos trabalhamos na integração dele com o Google, para ampliar a abrangência da colaboração e contato dos alunos e professores?.
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Para este ano, Possani acredita que o grande salto da Anhanguera Educacional estará na disponibilização de vídeos e conteúdos completos para smartphones e tablets. A ideia é criar compatibilidades das videoaulas e funcionalidades do Google for Enterprise para ampliar a experiência em dispositivos móveis, para que, assim, o aluno possa manter contato com a universidade onde quer que esteja. O grupo conta com 29 estúdios voltados à produção multimídia, sendo que parte das aulas é transmitida ao vivo.
?Uma instituição de ensino lida com dezenas de centenas de alunos, e, para mim, é difícil pensar em algo tecnológico que não esteja diretamente embasado pela computação em nuvem. Não há porque investir em infraestrutura interna quando a cloud computing melhora o alcance para os alunos e instituições?, aconselha Possani. ?Cerca de 7% das entregas de demanda por aulas digitais já são móveis. Estamos a todo vapor para criar aplicações.?
O executivo afirma fazer uso da ferramenta de videoconferência do Google, o Hangout, para troca de informações, mas que a união do Moodle com a Sambatech é mais suscetível ao sucesso dentro do modelo de negócios do Grupo. ?Não conseguimos gravar os Hangouts, e há um número limitado de acessos simultâneos. Já aconteceram algumas defesas de teses via Google, mas há essa deficiência de guardar o vídeo?, frisa o CIO.
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