Serviços de internet, endereçamento IP, entre outros pontos, tem feito com que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) questione o seu próprio papel e reflita sobre sua própria transformação diante das mudanças no setor. E o momento para tal avaliação não poderia ser melhor, o órgão está finalizando o planejamento estratégico para os próximos dez anos.
E em meio a esse processo, Igor Vilas Boas, conselheiro da Anatel, afirmou que o papel do órgão está sendo questionado. “Há poucos anos a Anatel não se sentia responsável por organizar esse ambiente misto de telecom e internet. IP, por exemplo, tem instituições que cuidam. Serviços de internet não é nosso foco e não devemos dar o mesmo peso regulatório que demos às redes tradicionais, mas precisamos buscar uma forma de colocar todos de maneira mais isonômica”, explicou o conselheiro, ao falar durante um fórum realizado pela International Telecommunications Society (ITS), no Rio de Janeiro.
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Vilas Boas avalia que a agência precisa atender e prestar serviços com capacidade e agilidade, além de fazer com que os benefícios cheguem aos mais diversos pontos do território, mesmo aqueles onde a capacidade de pagamento das pessoas é insuficiente para garantir um retorno do investimento. Diante disso, ele acredita que o órgão regulador esteja num momento de transição. O ponto positivo disso tudo é a autocrítica, cada vez mais necessária a todas as esferas governamentais e que pode culminar com mais agilidade e até menos burocracia.
“Estamos repensando processos de trabalho, regulamentação e nosso papel nesse contexto de alta competitividade e inovação acelerada. Se no passado no objetivo estava na quebra de monopólio, talvez, hoje seja sair da frente. Sentimos necessidade de aprofundar a capacitação dos servidores, dando visão mais aprimorada e técnica das coisas e apontando para onde o setor vai”, comentou.