A AMD tem duas informações importantes para o usuário final: a primeira delas é que eles não pretendem ser maiores que a Intel em representação de mercado. Hoje no Brasil, por exemplo, a companhia conta com 20% de market share, com expectativa de crescer, mas não de ultrapassar a concorrente, segundo o presidente da subsidiária para o País, Ronaldo Miranda.
A segunda é que a companhia está desenvolvendo novos produtos que visem, acima de tudo, desempenho de excelência em gráficos. De acordo com Ronaldo Miranda, o usuário final não quer apenas ter alto desempenho de processos, mas também busca ter boa resolução de imagens “principalmente quando se trata de gamers”. “A AMD conta com processadores para competir com o principal concorrente do mercado, sendo que o nosso diferencial não é a questão de desempenho, mas sim o preço que o produto chega na ponta e a capacidade de desenvolver projeções gráficas de altíssima qualidade”, afirmou o presidente da AMD Brasil.
Para o executivo, está claro que até mesmo os produtos de entrada da marca contam com recursos mais que necessários para atender às expectativas dos usuários. “Nossos produtos que chegam as prateleiras por R$ 999 são muito atraentes, tanto pelo preço, quanto pelo desempenho. Temos que nos preocupar com a segunda compra do cliente, então não podemos disponibilizar produtos de entrada que desgaste a merca e a experiência do usuário”, explicou.
“Vamos olhar o mundo pelo ponto de vista do usuário final. Sabemos que ele pensa em mobilidade, mas também vemos uma grande massa de consumo surgindo com a elevação da classe média brasileira, e vamos aproveitar esse momento para ofertar máquinas de alto desempenho e expandir nosso share dentro desse nicho de mercado. Eles querem máquinas que resolvam suas necessidades, que é ver vídeos, editar arquivos e acessar a internet de forma rápida. Contamos com produtos para isso e marcas parceiras para atender ao consumidor”, contou.
Vale lembrar que a AMD restaurou neste ano parcerias importantes com a Samsung, Lenovo, Acer, Asus, Philco, além de renovar parceiros nacionais como a Megaware e Itautec, por exemplo, o que, segundo o executivo, “vem de encontro com a estratégia de atender aos diversos públicos”.
Quanto ao mundo da mobilidade, aliás, Ronaldo Miranda afirmou que a fabricante olha com apreço para este mercado e conta com time de desenvolvedores para atuar nesta linha, mas que o foco inicial são os usuários de notebooks e desktops.
Cenário
A AMD perdeu muita relevância no mundo após a crise de 2008, o que estendeu as baixas até o primeiro semestre deste ano, com a troca de executivos chaves da companhia. No Brasil, a companhia chegou a praticamente sumir do mapa de negócios, atingindo um share de 7%. Desde a chegada de Ronaldo Miranda, em abril deste ano, e com o novo foco da companhia de desenvolver projetos mais próximos dos parceiros (revendas e distribuidoras), a AMD conquistou valiosos 20% de share neste ano.
por Eduardo Barros A transformação da inteligência artificial (IA) nos negócios lembra o que aconteceu…
A Snowflake anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado…
A Comissão Europeia determinou que a Meta reestabeleça o acesso de assistentes de inteligência artificial…
As negociações com as ações da SpaceX têm início nesta quinta-feira, 12, em uma oferta…
A ascensão dos agentes de inteligência artificial (IA) está criando uma oportunidade para plataformas de…
Continuam abertas as inscrições para o prêmio Executivo de TI do Ano 2026. A iniciativa,…