Amazon prevê redução de quadro corporativo com avanço da inteligência artificial

De acordo com a CNBC, CEO Andy Jassy aponta que adoção acelerada de IA generativa deve enxugar equipes nos próximos anos

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Fachada de um edifício moderno com grandes janelas de vidro refletindo o céu azul e o sol. O logótipo da Amazon, com letras brancas e a icónica seta amarela em forma de sorriso, está em destaque no vidro, contrastando com o fundo espelhado
Imagem: Shutterstock

A Amazon projeta uma redução em sua força de trabalho corporativa nos próximos anos, impulsionada pela adoção de ferramentas e agentes de inteligência artificial (IA) generativa. A informação foi divulgada pela CNBC, com base em uma comunicação interna do CEO Andy Jassy aos funcionários.

Segundo a reportagem, o executivo afirma que a empresa passará a demandar menos profissionais em algumas funções que hoje ainda são desempenhadas por pessoas.

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Ao mesmo tempo, surgirão novas demandas associadas à evolução tecnológica e à automação de processos. A expectativa é de que esse movimento leve à diminuição do quadro corporativo global nos próximos anos.

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IA generativa na Amazon

O avanço da IA generativa já está sendo aplicado em diversas áreas da operação da Amazon, como nas redes de distribuição e logística. A tecnologia tem sido usada, por exemplo, para aprimorar a alocação de inventário, prever demanda e aumentar a eficiência de robôs em centros de distribuição, segundo a CNBC.

Esse movimento ocorre em um contexto de cortes significativos realizados desde 2022. A Amazon já desligou mais de 27 mil funcionários nesse período, incluindo 200 pessoas da unidade de lojas na América do Norte no início deste ano e mais cem da divisão de dispositivos e serviços em maio.

De acordo com documentos financeiros analisados pela CNBC, a empresa contava, até março, com 1,56 milhão de colaboradores no mundo, entre funcionários fixos e temporários, além de contratados para operações logísticas.

Outros movimentos

A Amazon não é a única a sinalizar mudanças estruturais a partir da adoção da IA. A CNBC lembra que, recentemente, o CEO da Shopify, Tobi Lutke, afirmou que os profissionais da empresa deverão justificar a necessidade de aumento de equipe sempre que não conseguirem executar suas atividades com o apoio de IA.

No mesmo sentido, o CEO da Klarna, Sebastian Siemiatkowski, revelou que o quadro da empresa foi reduzido em 40%, movimento atribuído em parte aos ganhos de eficiência proporcionados pela inteligência artificial.

A aposta da Amazon no tema é robusta. A companhia tem lançado uma série de produtos próprios baseados em IA e investido pesadamente na expansão de seus data centers, para atender à crescente demanda por capacidade computacional exigida por esses modelos.

Na mais recente carta anual aos acionistas, Jassy classificou a IA generativa como uma transformação sem precedentes, com potencial de impactar profundamente setores como desenvolvimento de software, serviços financeiros, comércio eletrônico e até mecanismos de busca.

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