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Agentes autônomos revolucionarão automação empresarial, acredita Fernando Wolff, cofundador da Tech4Humans

Fernando Wolff, CEO da Tech4Humans. Imagem: divulgação

Desde os tempos de escola, Fernando Wolff, cofundador da Tech4Humans, demonstrava interesse e afinidade natural com a automação. Seu projeto escolar envolvia um robô capaz de identificar objetos no caminho e colocá-los no lugar certo. Essa paixão o acompanhou ao longo da vida, levando-o a acreditar que nas empresas tudo deveria ser automatizado, não apenas por eficiência, mas para oferecer a todos a mesma qualidade de serviço. Ele explica: “Quando todos os custos forem reduzidos, todos terão os mesmos serviços”.

Em 2010, essa visão o levou a fundar a Beeleads, uma empresa dedicada a gerar leads para operações de call center no Brasil. Por meio dessa iniciativa, Wolff conheceu o Adclick, sediada em Portugal, com atuação na Europa. As companhias decidiram unir forças, marcando a primeira operação conjunta. Seu sócio, Alex Rocha, mudou-se para o Brasil, consolidando a parceria. Com o tempo, perceberam oportunidades no atendimento de call centers e criaram uma empresa de chatbot, que eventualmente foi vendida no IPO para a Zenvia.

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Em 2020, Wolff embarcou em um novo capítulo ao lançar a Tech4Humans, focada em automatizar call centers e processos de back office. A empresa busca eliminar tarefas manuais, como a verificação de documentos em processos de financiamento de veículos. “Automatizamos o processo. Por exemplo, se o cliente mandou CNH e o documento da loja, verificamos se a loja existe, se o veículo está alienado. Então, a empresa envia o contrato e assina sem precisar da verificação humana”, explica, citando o case com o Porto Seguro Bank.

Futuro está nos agentes autônomos

Para Wolff, a inteligência artificial generativa e os agentes autônomos são o futuro da automação. Embora reconheça que há um certo glamour em torno da IA generativa, ao mesmo tempo em que o termo já começa a se desgastar, ele acredita que as mudanças da tecnologia são profundas. “É quase a criação da internet”, compara.

Ele vê nos agentes autônomos uma forma de replicar treinamentos humanos sem a necessidade de programação detalhada. “Assim como um ser humano passa por treinamentos na empresa, essas tarefas vão poder ser automatizadas. Vai ter o treinamento e ele sabe fazer as coisas depois, tem os próprios comandos e vai se autoprogramando.”

Novas fronteiras da Tech4Humans

O crescimento da Tech4Humans reflete essa visão. No início do ano, a empresa tinha pouco mais de 20 funcionários; agora, são quase 70. O faturamento cresceu 35%. “Foi um ano muito bom para a gente”, afirma Wolff. Apesar dos desafios iniciais, como a pandemia e a crise das techs em 2021, a empresa captou R$ 10 milhões e planeja investir R$ 50 milhões nos próximos cinco anos.

Uma das apostas da Tech4Humans é o desenvolvimento de IA como serviço. A empresa está criando uma plataforma com um conjunto de APIs e templates que clientes possam consumir facilmente. “Criamos três grupos de APIs: de visão, de bases de conhecimento e de agentes de tarefas. Vamos lançar em fevereiro ou março. Haverá um consumo gratuito e depois a possibilidade de compra”, explica. O objetivo é atender empresas menores que precisam de soluções rápidas e eficientes.

Pensando no futuro, Wolff acredita que a próxima janela de IPO, prevista para daqui a cinco anos, será favorável para empresas de tecnologia de médio porte e pensa que este pode ser o momento ideal para a Tech4Humans também. “Acreditamos que vamos para o IPO em 2030 e teremos o tamanho ideal para isso”, finaliza.

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Published by
Déborah Oliveira
Tags: Agentes autônomosIAinteligência artificialTech4Humans
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