Graças a atividades voltadas a desenvolver e integrar os profissionais, o gerente da área de tecnologia da informação reduziu o índice de rotatividade das pessoas que atuam no seu departamento
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Até o início de 2008, a troca de profissionais representava um dos principais problemas para o departamento de TI da subsidiária brasileira da Affinia – indústria de autopeças responsável pelas marcas Nakata, Wix, Brosol, Urba, Spicer, Perfect Circle e Victor Reinz. O gerente da área de tecnologia da informação da empresa, André Brasil, calcula que o índice anual de turnover (rotatividade) de sua equipe era de, em média, 25%.
Com base nessa realidade, Brasil conta que, por sugestão dos diretores da Affinia e da área de recursos humanos, em julho do ano passado, ele iniciou um treinamento de liderança. O objetivo principal da iniciativa era, a partir da capacidade de desenvolvimento dos profissionais, diminuir a rotatividade de pessoas na área de tecnologia e, por consequência, reduzir custos e melhorar resultados.
Após alguns encontros semanais com a coach contratada pela empresa (profissional especializada em desenvolvimento de competências), o gerente de TI foi orientado a aplicar algumas dinâmicas em sua equipe, voltadas a melhorar a confiança, capacidade de lidar com conflitos e comprometimento com resultados.
Além disso, o executivo criou atividades para integrar os membros da equipe. “Passamos a discutir o conteúdo de livros e filmes”, conta o gerente. Ainda segundo ele, esse estímulo ao debate entre os profissionais ajudou a estimular a confiança dos funcionários que, aos poucos, deixaram de se sentir ameaçados uns pelos outros e passaram a atuar de forma mais integrada. “Quando percebem que todos possuem defeitos e que isso não vai ser usado contra eles, os profissionais ‘baixam a guarda’”, considera Brasil.
A etapa seguinte do processo foi a de aplicar um teste aos colaboradores, com o objetivo de identificar as competências individuais. “Precisamos conhecer melhor as pessoas para valorizar seus potenciais“, explica o executivo, que, a partir desse mapeamento realocou parte da sua equipe para outras funções, mais adequadas ao perfil de cada pessoa.
“Tenho uma equipe muito mais empenhada e, por isso, é mais fácil gerenciá-la”, conclui Brasil, ao admitir que, no entanto, que o trabalho está só no início.
Redação
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Pamela Sousa
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