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Adoção de banda larga móvel e smartphones impulsionarão investimentos na América Latina

Os smartphones e as redes de banda larga móvel ganham cada espaço no mercado latino-americano. É possível constatar o crescimento a partir dos dados colhidos pelo estudo “The Mobile Economy: Latin America 2014”, realizado pela GSMA. O relatório conclui que a mudança para redes de banda larga móvel e smartphones está direcionando o tráfego de dados móveis, o que demanda investimentos significativos em tecnologias de rede. O estudo coincide com dados globais apresentados pela IDC, que aponta um amadurecimento do mercado de smartphones em 2014.
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Segundo a diretora-geral da GSMA, Anne Bouverot, a migração rápida serve como catalisador para novos produtos e serviços que desempenham papel importante na solução de muitos desafios sociais, econômicos e públicos, além de permitir a inclusão digital e financeira. “Esse movimento cria oportunidades de negócios para todos os participantes na cadeia de valor móvel, bem como permite que milhões de pessoas se conectem à internet móvel.”
Até o mês de setembro, 718 milhões de conexões móveis foram contabilizadas na América Latina. Apesar disso, 60% desse total correspondem a acessos oriundos da rede 2G, mas a expectativa é de que esse valor caia para cerca de 20% até 2020, quando serão esperadas 956 milhões de conexões móveis. Responsável pelo maior número de acessos no Brasil, a rede 3G realiza 39% das conexões na região, índice superior à média global, que é de 32%. Mesmo com a aceleração das implantações da rede 4G, apenas 1% das conexões utilizam essa tecnologia.

A América Latina também foi uma das regiões de mais rápido crescimento no mundo em termos de conexões por smartphone entre 2010 e 2013. A base instalada apresentou crescimento de 77% ao ano (CAGR, na sigla em inglês) nesse período. Até o final de setembro de 2014, 30% das conexões móveis da região foram registradas, e estima-se que chegarão a 70% do total até 2020. Se as previsões se confirmarem, a América Latina terá a segunda maior base instalada de smartphones do mundo, atrás apenas da região Ásia Pacífico.
Aumento de Assinantes e Internet das Coisas

O mercado de telefonia móvel da América Latina é o quarto maior em escala global, com quase 326 milhões de assinantes móveis únicos contabilizados até o final de setembro deste ano. A penetração desses usuários deverá ter elevação de 8% nos próximos seis anos, saltando de 52% para 60%.

O Brasil é o maior mercado na América Latina, com cerca de 114 milhões de assinantes únicos na região. México, Argentina, Colômbia e Venezuela, respectivamente, completam a lista dos cinco maiores mercados da região. Juntos, eles são responsáveis por 70% do total regional. As taxas de penetração de assinantes nos principais mercados na América Latina variam de um mínimo de 37% no México para um máximo de 77% na Costa Rica.

Os serviços máquina-a-máquina (M2M, na sigla em inglês) são área-chave do crescimento e inovação na região. De acordo com o relatório, havia 16 milhões de conexões celulares M2M na América Latina no final de setembro de 2014, número que deverá saltar 25% ao ano até 2020, quando deverá atingir 66 milhões.

Consumo de dados móveis

A combinação do crescimento da banda larga móvel e do número de smartphones está impulsionando o consumo de dados móveis em toda a região. De acordo com a Cisco, estima-se que o tráfego de dados móveis na América Latina deverá crescer 66% ao ano nos próximos anos, passando de 91.863 terabytes por mês em 2013 para 1.158.090 terabytes por mês em 2018, bem acima dos mercados mais desenvolvidos, como Europa e América do Norte.

O relatório também aponta que o número de conexões de banda larga móvel ultrapassou as conexões de banda larga fixa na região, em 2011. Esse é o caso nos cinco maiores mercados latino-americanos, onde há cerca de cinco vezes mais conexões de banda larga móvel do que conexões de banda larga fixa. Os dispositivos móveis são considerados os principais meios de acesso à internet para grande parte da população da América Latina, particularmente nas áreas rurais.

Colaborador crescente da economia latino-americana

As despesas de capital (Capex, na sigla em inglês) das operadoras totalizaram mais de US$ 96 bilhões nos últimos seis anos (2008-2013) e os níveis de investimento tendem a aumentar substancialmente nos próximos anos para acomodar o aumento do tráfego de dados, principalmente à medida que as implantações da rede 4G se aceleram. Segundo o estudo, estima-se que quase US$ 193 bilhões serão investidos até 2020. No Brasil, Eduardo Levy, presidente-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), aponta os impostos como principal entrave à disseminação do acesso à internet.

O ecossistema móvel é uma importante fonte de crescimento econômico e geração de empregos na América Latina. Em 2013, a indústria móvel contribuiu em 4,1% para o Produto Interno Bruto (PIB) da região, equivalente a US$ 242 bilhões, e estima-se que a contribuição do ecossistema móvel aumentará para US$ 275 bilhões, representando, então, 4,5% do PIB regional projetado.

O setor empregou diretamente cerca de 1 milhão de pessoas na região em 2013, e sustentou outro 1 milhão de empregos indiretos em outros setores na economia. A contribuição total para o financiamento público via tributação em 2013 foi de US$ 41 bilhões. Isso é adicional às contribuições geradas por meio de leilões de espectro, que totalizaram mais de US$ 4 bilhões em 2014. Estima-se que a contribuição ao financiamento público (excluindo as taxas de espectro e outras taxas regulatórias) chegará a US$ 53 bilhões até 2020.
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Redação
Tags: América LatinaCapexdados móveisGSMAinternet das coisasPIBredessmartphones
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