As Radeon HD 6800.
E foi então que entrou David Cummings, Gerente de Produto da Divisão de UGP da AMD, falando sobre o que de fato interessava: a nova série de placas controladoras HD 6800.
Cummings começou por explicar que os aperfeiçoamentos apresentados pelas novas placas não são apenas fruto da criatividade e engenhosidade dos técnicos da empresa. A série HD 6800 é do jeito que é porque “os aficionados por jogos nos disseram o que desejam”, enfatizou ele. E desejam gráficos que entusiasmem a visão, que apresentem desempenho de ponta, que se estendam por diversos monitores e que possam ser vistos em sistemas estereográficos tridimensionais.
E a AMD procurou atendê-los. Por isto os objetivos de projeto da série AMD HD 6800 são: aperfeiçoar o desempenho da série anterior (a HD 5800), melhorar as relações desempenho/potência e desempenho/área (do “chip”) e produzir a mais rápida placa aceleradora gráfica abaixo do limite de dissipação de 150 Watts de potência.
Lograram seu objetivo sobretudo aperfeiçoando as placas HD 5800 e acrescentando funcionalidades. E, o que é melhor: incluindo tudo isto em um produto que será comercializado com um preço bastante módico: os preços sugeridos das placas da nova série para o mercado americano são US$ 272 e US$ 221 para a HD 6870 e HD 6850, respectivamente ? e já se pode encontrar na Internet sítios respeitáveis (como o Amazon) que as estão oferecendo por preços ainda menores.
Os aprimoramentos vão deste uma geração de “texels” mais eficiente (veja coluna anterior), melhorias na qualidade da imagem, otimização da arquitetura interna e grande melhoria na relação desempenho/custo (veja Figura 7). E um formidável aperfeiçoamento tecnológico que a AMD batizou de “EyeFinity”, um negócio realmente extraordinário. Mas antes de nos determos nela, vejamos algumas das características das placas propriamente ditas.
Começando pelo “jeitão” das brutas. Aí estão elas na Figura 8.
Ambas as placas usam processadores gráficos fabricados em camada de silício de 45 nm. A da esquerda, HD 6870, é a mais poderosa e a de maior consumo de potência, que pode chegar a 151 W e, por isto mesmo, ostenta dois conectores de seis pinos cada, para serem ligados à fonte de alimentação elétrica (que deve oferecê-los, naturalmente; daí a necessidade de uma fonte de grande capacidade efetiva e fabricante confiável ? recomendação que vale igualmente para a outra placa). Sua capacidade de computação bate na casa dos 2 TFLOPs, usa um processador de 900 MHz, é capaz de processar 1120 “streams” de dados (stream processing), dispõe de 32 linhas de montagem para “rasterização” de imagens (ROPs, ou “Raster Operation pipelines”) e uma capacidade de memória de vídeo interna (“frame buffer“) que armazena 1 GB com barramento de 256 linhas e capacidade de transferência de 4,2 Gb/s.
A da direita, a HD 6850, não apresenta a mesma capacidade de processamento mas nem por isto deixa de ser uma placa soberba. Sua capacidade de computação atinge a nada desprezíveis 1,5 TFLOPs, seu processador opera a 775 MHz, é capaz de processar 960 “streams” de dados e dispõe das mesmas 32 ROPs e capacidade de memória interna de 1 GB com barramento de 256 linhas e capacidade de transferência de 4 Gb/s. Esta redução na capacidade se reflete no menor consumo: apenas 127 W de consumo máximo. E, por isto, é alimentada através de um único conector de seis pinos.
Ambas, como se vê na figura, ostentam cinco conectores de saída de vídeo. Dois no padrão clássico DVI, um no novo padrão HDMI e dois no padrão mini Display Port. Neles, dependendo da configuração, pode-se conectar até seis monitores e estender a área de trabalho de Windows (ou o campo do jogo) para todos eles.
Esta é justamente a tecnologia EyeFinity, sobre a qual falaremos na próxima coluna. Que irá ao ar muito breve, assim que eu conseguir resolver um pequeno problema com cabos e conectores que está me impedindo temporariamente (espero) de estender a área de trabalho para os três monitores que já tenho ligados a esta máquina que vos fala esperando ansiosamente pelo pleno funcionamento da HD 6870.
Até lá.
B. Piropo
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