A geração Y e o efeito ‘Zuckerberg’

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A geração Y e o efeito ‘Zuckerberg’

Um característica eminente dos jovens de TI da geração Y: eles são mais ambiciosos que você. De acordo com uma recente pesquisa realizada pela empresa de recursos humanos Modis, dois em cada três profissionais de TI dessa geração querem ser CEO ? não de sua empresa atual, caso você suponha, mas de uma que eles mesmo querem começar. Agora compare com 50% dos profissionais de TI de idades 35-50 e 46% de idade 51-60 anos que compartilham o mesmo objetivo. Chame isso de efeito Zuckerberg.

Talvez um sinal para abrir os olhos? Apenas 32% dos profissionais de TI de qualquer idade disseram que aspiram um cargo mais sênior em TI ? CIO, CTO e afins – de uma companhia.

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Pesquisas não são infalíveis e não há nada cravado sobre a definição da faixa etária exata que compõe a também chamada geração millennial, que geralmente considera os jovens nascidos depois de 1980. A pesquisa da Modis se baseou na faixa entre 18-34 anos, mas o fato é que muito das características dessa nova geração já foi disseminado no local de trabalho, e também fora dele.

O presidente da Modis, Jack Cullen, observa que millennials ocupam um lugar particularmente interessante no cenário de TI. Entre outras razões: eles são hiperconectados. E outra: esses jovens profissionais cresceram em um ambiente mais planejado e gerenciado em comparação a muitos de seus colegas mais velhos.

“Eles foram programados um pouco diferente”, pontua o especialista. E isso inclui alguns aspectos culturais de recrutamento e gestão que os CIOs e executivos de TI de nível sênior não poderão mais ignorar. “Eles são muito empreendedores e muito espertos. A coisa mais difícil é como você vai fazer a integração entre a geração baby boomer e a geração Y.”

“É doutrinação de ambos os lados”, afirmou Cullen sobre o desafio de gerenciar os gaps das duas gerações no ambiente de trabalho de TI, uma vez que essas lacunas podem ser muito grandes, acrescentou. “[As gerações mais velhas] não podem esperar [a geração do milênio] a ser como elas.”

O especialista deu como exemplo uma diferença relacionada à idade: “A baby boomer quer privacidade, a millennial quer dizer a todos onde eles estão e o que estão fazendo agora. ” Compreender, em vez de rejeitar, as diferenças naturais é a chave para conseguir as equipes produtivas de tecnologia de diferentes grupos de idade. Cullen acredita que a curva de aprendizado mútuo já está em andamento, pelo menos em organizações que adotam uma força de trabalho diversificada.

A geração mais jovem também pode provocar pelo menos uma mudança percebida na sua relação com o “negócio” ? uma mentalidade abstrata e muitas vezes contraproducente da nossa geração contra a deles que, por vezes, tem caracterizado os departamentos de TI.

Embora a maioria (70 %) dos profissionais de TI incluída na pesquisa da Modis afirma que a educação patrocinada pelo empregador é importante para a sua progressão na carreira, não é só em avançar níveis mais altos na ciência da computação ou em certificações de TI em que estão interessados os millennials. Eles têm um caminho diferente em mente – 72 % disseram que estão interessados ??em obter um diploma de MBA em algum momento de sua carreira. Cullen não sabe ao certo se esse MBA será um passo comum na carreira para os profissionais de TI ou é apenas uma moda do momento. Mas é indicativo de uma mudança de mentalidade, na qual as funções de tecnologia são tidas mais como um meio do que um fim.

“A tecnologia é um grande porteiro eletrônico”, comentou Cullen, notando que a comunidade startup, em particular, tende a seguir como um modelo ?o ovo ou a galinha? moderno: a tecnologia vem em primeiro lugar, a empresa em seguida. “A tecnologia é tão importante que pode abrir a porta para [os profissionais de TI] passarem para o mundo dos negócios . ”

Voltando ao efeito Zuckerberg: poderiam esses sonhos empresariais de ser um CEO conduzir uma quantidade desproporcional de jovens talentos de TI para a indústria de tecnologia – e, portanto, tornar ainda mais difícil para os líderes de TI atrair a próxima geração de trabalhadores em indústrias tais como manufatura ou bens de consumo?

A resposta varia, de acordo com Cullen: “Ele vai nos dois sentidos”. Na verdade, Cullen disse que algumas grandes empresas até podem sussurrar no ouvido de um recrutador dizendo algo como “Eu não quero um jovem tecnólogo tipo Vale do Silício”. Enquanto isso, a mesma empresa pode buscar ativamente esse perfil para um projeto ou produto diferente se está à procura de nova perspectiva ou de sacudir o ambiente organizacional. “Acho que em algumas dessas empresas você está vendo dois mundos, mas você não está vendo esses dois mundos totalmente misturados.?

O especialista em RH não sabe ao certo se, por exemplo, os jovens americanos acham o Vale do Silício ou outros pólos de tecnologia mais atraentes do que empregos de TI em outras cidades e regiões. Nos Estados Unidos, um grupo de jovens talentos tecnologia vê Wall Street como o lugar para fazer sua marca – e seu dinheiro. Histórias de sucesso do Facebook e outras abastecem essa ideia.

“É provável que tenhamos que saber vender a empresa um pouco melhor para levar esses jovens a dar uma olhada em uma empresa que tem um ambiente de TI menos moderno?, destacou. Embora haja uma abundância de variáveis ??em uma decisão trabalho – dinheiro, custo de vida, estilo de vida, benefícios – os profissionais de TI da geração Y precisam de algum fator de convencimento para trabalhar em empresas ou indústrias que não embalam a fama como, digamos, do Google.

“Em quase todos os casos, eles têm que ser conquistados e realmente tem que dar uma boa olhada se isso é algo que eles se veem fazendo e querem fazer”, aconselhou. “É uma outra coisa sobre os millennials, eles são rápidos em dizer ?Isso não é o que eu gosto, não é isso que eu quero fazer, estou indo embora.?

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