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Altamente regulado, setor de utilities vê “risco gerenciado” como caminho de inovação

Publicado: 29/12/2025 às 10:00

Leitura 3 minutos

PAMELA SOUSA (MEDIAÇÃO), RAFAEL ROMER (TEXTO E PRODUÇÃO), GEORGES NABAHAN (PESQUISA)

CLÁUDIA MARQUESANI, CIO DA COPA ENERGIA, EDUARDO MENDES, DIRETOR DE TECNOLOGIA DA AEGEA, E ANDRÉ SIH, CEO DA FU2RE

CAPTAÇÃO E EDIÇÃO DE VÍDEO: VORAZ FILMES

O setor de utilities atravessa uma mudança estrutural marcada pela pressão por eficiência, pela necessidade de modernizar operações críticas e pela urgência de ampliar o acesso a serviços essenciais como água, saneamento e energia. Em um ambiente altamente regulado e historicamente conservador, líderes de tecnologia enfrentam o desafio de inovar sem comprometer segurança, continuidade e qualidade do serviço. No último episódio da temporada 2025 do IT Forum Series, discutimos como empresas do segmento estão redesenhando modelos de inovação, fortalecendo o uso de dados como base operacional e explorando tecnologias emergentes para gerar impacto social e operacional.

A conversa reuniu Cláudia Marquesani, CIO da Copa Energia, Eduardo Mendes, diretor executivo de tecnologia da Aegea, e André Sih, fundador e CEO da Fu2re.

Inovação aproxima tecnologia do negócio

O setor de utilities vive um momento de revisão de seus modelos de inovação. A necessidade de negócio do setor, incluindo o ganho de eficiência e a modernização de operações, exigem uma agenda ampla de inovação. Para chegar lá, destacaram os convidados, é preciso se ter em mente que inovar não é apenas adotar novas tecnologias, mas compreender problemas de negócio e agir de forma coordenada com áreas como engenharia, regulatório e operação. “A gente tem que começar entendendo qual é o problema de negócio. Temos uma certa ansiedade de já querer vir com a solução antes de entender o problema”, afirmou Cláudia.

Para isso, a inovação precisa também se apoiar em dados, considerados os insumos essenciais para ganho de eficiência operacional e para a transformação digital. Com bases amplas de clientes e operações dispersas, o setor depende de modelos analíticos para distribuição, previsão de demanda e definição de tarifas. “O dado é a comida da inteligência artificial. Entrou coisa ruim, vai sair coisa ruim”, anotou a CIO da Copa. Na Aegea, Mendes reforçou a importância de capturar, catalogar e proteger informações em larga escala, já que a empresa visita milhões de domicílios por mês. A integração de dados, por exemplo, tem orientado desde maturidade de consumo até calibragem de redes de distribuição, garantindo uso racional de recursos.

Ainda sobre o tema, os executivos também defenderam a disseminação de cultura inovadora. “Quando você coloca dentro da empresa uma pessoa responsável por inovação, é o começo do fim. Você tem que disseminar uma cultura de inovação em todas as áreas”, indicou Cláudia. André Sih, CEO da Fu2re, ecoou o ponto, reforçando que a tecnologia só faz sentido quando aplicada com propósito. “No final das contas, a tecnologia é feita por pessoas, para pessoas. Ela é um meio, não um fim”, anotou.

IT Forum Series Utilities

Risco gerenciado

Apesar da demanda por inovação, a forte regulação do setor impõe limites à experimentação. Inovar em utilities exige controle rigoroso sobre impactos operacionais e riscos à segurança da população, comentaram os participantes. “O gerenciamento do risco é parte do negócio da inovação. Não tem negócio sem risco”, afirmou Mendes. Ele explicou que alguns testes podem ocorrer em ambientes mais amplos, enquanto outros demandam controle total, como nos sistemas associados ao fornecimento de água potável.

No caso da Copa Energia, que atua com GLP e outras formas de energia, o parâmetro é semelhante. “Se eu vou inovar na linha de envase de gás, o risco é gerenciado no nível máximo. Posso até optar por não correr o risco, dependendo do cenário”, explicou Cláudia. A lógica muda quando a inovação envolve sistemas administrativos ou de back-office, onde o grau de exposição é menor.

Os participantes também destacam que a capacidade de inovar torna-se fundamental como resposta rápida em cenários de crise. Mendes relembrou a operação de emergência durante as enchentes no Rio Grande do Sul, em abril de 2024. Na ocasião, a empresa montou em poucos dias uma estrutura de comunicação via satélite e geradores para orientar a população sobre pontos de acesso a água potável. “A gente viu uma situação onde muita gente não tinha mais acesso a água, e conseguimos informar onde encontrar água potável e qual era o melhor caminho para chegar até lá”, contou.

Cláudia reforçou que, em utilities, “não existe solução pronta”. Para ela, a preparação envolve contexto, parceiros e capacidade de improvisação estruturada.

Inteligência artificial em pauta

A inteligência artificial foi tratada como oportunidade real, mas também como fonte de expectativas infladas. Os executivos ressaltaram que muitos projetos fracassam não pela tecnologia, mas pela má definição do problema. “Será que deu em água por uma má execução ou pela tecnologia? No caso da IA, é mais claro que é falha na execução”, afirmou Sih. Ele defendeu metodologias que começam pelo entendimento do negócio e não pela adoção automática de modelos avançados. “Às vezes a IA não é a melhor solução nem a mais barata. Mas para alguns problemas ela tem alto potencial”, completou.

A Fu2re é exemplo disso. De acordo com o executivo, a companhia já tem casos aplicados ao setor, incluindo projetos de visão computacional para detectar uso incorreto de equipamentos de proteção individual e para ler automaticamente informações gravadas em botijões, aumentando produtividade e segurança. “Isso garante que o cliente está recebendo exatamente o produto que comprou e que o botijão não está expirado”, explicou.

A Copa Energia tem usado o interesse do mercado por IA para acelerar modelos preditivos já conhecidos. “Agora eu tenho força para fazer previsão de demanda e melhorar estoque, capacidade produtiva e roteirização”, indicou Cláudia. Ela destacou, no entanto, que a IA só gera valor quando sustentada por bases de dados confiáveis e governança clara.

Para os executivos, a IA permanecerá como vetor central de inovação, desde que conectada a problemas reais, retorno econômico e maturidade organizacional. Como sintetizou Claudia, da Copa, “acabou o CIO do castelo de cristal”. A adoção de tecnologias avançadas exige proximidade com a operação, visão estratégica e capacidade de entender o impacto direto no negócio.

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