Vice-presidente de Segurança Agêntica da companhia afirma que tecnologia identificou 16 vulnerabilidades inéditas e já está sendo testada por clientes
A Microsoft anunciou nesta quarta-feira (13) um novo sistema de inteligência artificial voltado à identificação automática de falhas de segurança em softwares e redes. A tecnologia, chamada de MDASH, foi usada para localizar 16 vulnerabilidades inéditas em componentes do Windows, incluindo quatro consideradas críticas por permitirem execução remota de código.
Segundo Taesoo Kim, vice-presidente de Segurança Agêntica da Microsoft, o sistema representa uma mudança na forma como as empresas podem detectar riscos cibernéticos. “A descoberta de vulnerabilidades com IA deixou de ser apenas um experimento de pesquisa e passou a operar em escala empresarial”, afirmou.
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O sistema utiliza mais de 100 agentes de IA especializados que trabalham de forma coordenada para analisar códigos, identificar possíveis falhas e validar se elas podem ser exploradas por criminosos. Diferentemente de ferramentas tradicionais, que dependem de um único modelo de IA, a plataforma combina diferentes modelos e etapas de verificação para reduzir erros.
De acordo com Kim, o MDASH conseguiu identificar todas as 21 vulnerabilidades propositalmente inseridas em um ambiente de testes privado, sem gerar falsos positivos. A ferramenta também alcançou um dos melhores resultados em um benchmark público de segurança cibernética, superando outros sistemas avaliados.
A Microsoft afirma que o sistema foi desenvolvido para lidar com bases de código complexas, como as do Windows, Azure e Hyper-V, que exigem análise detalhada de diferentes camadas de software e infraestrutura.
A empresa informou que o MDASH já está sendo utilizado por equipes internas de segurança e começou a ser testado por um grupo restrito de clientes em uma prévia.
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Redação
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