Cropwise Operations usa telemetria multimarcas para dar visibilidade em tempo real ao uso de máquinas e ao custo operacional das lavouras
A digitalização do agronegócio brasileiro ganha um novo recurso estratégico com o lançamento do Cropwise Operations pela Syngenta Digital. A ferramenta chega ao mercado nacional para mitigar um dos problemas da gestão agrícola: a desconexão entre o planejamento estratégico feito no escritório e a execução real das máquinas no campo.
O objetivo do lançamento é transformar essa execução em dado acionável, permitindo que a gestão identifique e corrija perdas operacionais de forma consciente.
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O Cropwise Operations é uma ferramenta de gestão operacional dentro da plataforma Cropwise que atua como uma camada de conectividade entre o planejamento e a análise de campo.
Consolidada globalmente com o monitoramento de 30 mil máquinas e suporte a 50 milhões de hectares, a solução utiliza telemetria multimarcas para fornecer visibilidade total do negócio do campo em tempo real.
Na prática, ela permite que o produtor acompanhe o uso do tempo de máquina, identifique desperdícios invisíveis de recursos e compreenda o custo operacional com precisão, independentemente da marca do maquinário utilizado.
A estratégia da Syngenta é posicionar a plataforma Cropwise como um ecossistema integrado de software, sustentado por um investimento global de US$ 2 bilhões anuais em P&D.
Durante o anúncio, André Piza, diretor global de agricultura digital, traçou um paralelo direto com gigantes da tecnologia: “É como se a Syngenta fosse a Microsoft e o Cropwise representasse o Office 365 do setor agrícola, uma plataforma com várias funções integradas”.
Essa visão de plataforma aberta permite que o mercado utilize a infraestrutura da Syngenta como base para novas inovações. “Com esse lançamento, estamos abrindo os bloquinhos que usamos para construir nossos próprios produtos para o mercado. É como se estivéssemos criando uma camada de infraestrutura agronômica para que o ecossistema de startups e o próprio produtor criem suas soluções customizadas sobre a nossa base”, diz Piza.
A inteligência artificial (IA) é o motor que impulsiona essa transição para um modelo dirigido por dados, utilizando machine learning alimentado por 20 anos de pesquisa para entregar recomendações precisas.
A IA generativa também está sendo testada para reduzir o atrito tecnológico na ponta, permitindo que o produtor use ferramentas familiares como o WhatsApp para registrar operações via áudio.
Para a liderança da companhia, a tecnologia só atinge seu potencial pleno quando se traduz em mudança de comportamento. Segundo Bruno Müller, diretor de agricultura digital, “a transformação digital acontece quando o produtor passa a usar as informações que estão dentro da ferramenta para tomar a melhor decisão”.
Em um setor atento à cibersegurança, a Syngenta Digital afirma que opera com uma estrutura jurídica separada e um time global dedicado para garantir a privacidade dos dados circulados na plataforma. A liderança diz que “segurança é questão de higiene” e que as informações individuais dos produtores não são compartilhadas com o braço comercial da companhia.
Dados apresentados durante o lançamento indicam que a digitalização pode evitar perdas de até R$ 11 para cada R$ 1 investido em tecnologia digital.
Com a meta global de atingir 100 milhões de hectares monitorados até 2030, a Syngenta consolida o agro brasileiro como um setor orientado por dados.
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Redação
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