Entre teorias sobre IA e computação quântica, Rhea Seehorn diz que Pluribus é sobre natureza humana

Nova série de Vince Gilligan usa ficção científica como pano de fundo para explorar identidade, relações humanas e o significado da felicidade

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pluribus
Imagem: Déborah Oliveira/Divulgação

Desde que foi anunciada, Pluribus, nova série na Apple de Vince Gilligan, criador de Breaking Bad e Better Call Saul, tem gerado teorias entre fãs e críticos. Algumas sugerem que a trama envolve inteligência artificial (IA), consciência coletiva ou até conceitos próximos à computação quântica.

Durante painel no SXSW 2026, que acontece em Austin, nos Estados Unidos, no entanto, a atriz e protagonista da série, Rhea Seehorn, trouxe uma interpretação mais direta sobre o que move a história. “Para mim, a série é sobre natureza humana. Sobre o que significa ser humano”, afirmou.

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A nova produção parte de um universo de ficção científica para discutir questões profundamente humanas como identidade, relações, luto e a própria ideia de felicidade.

A reflexão não é isolada. Ao longo do SXSW 2026, diversos painéis voltaram à mesma pergunta: o que permanece essencialmente humano em um mundo cada vez mais mediado por inteligência artificial, automação e algoritmos?

Especialistas e criadores defenderam que narrativas relevantes incluem a IA, mas continuam surgindo justamente das imperfeições humanas, como contradições, emoções e ambiguidades que dificilmente podem ser replicadas por algoritmos.

Leia também: Para Steven Spielberg, criatividade humana seguirá central mesmo na era da IA

A história deve seguir o personagem

Gilligan revelou um dos princípios centrais de seu processo criativo e que pode servir como aprendizado para as lideranças. Segundo ele, as histórias não devem ser forçadas para seguir um roteiro pré-determinado. O caminho precisa nascer das decisões dos personagens.

“Se você faz um personagem agir apenas para levar a história para onde quer, provavelmente está errado. Os personagens é que precisam dizer para onde a história vai”, afirmou.

Na sala dos roteiristas, segundo ele, há outra regra simples. A melhor ideia vence, independentemente de quem a propôs. “Quando funciona bem, ninguém está contando pontos sobre quem teve qual ideia.”

Essa valorização do processo criativo humano também apareceu em discussões do SXSW sobre storytelling e produção cultural. Em vários painéis, cineastas e criadores ressaltaram que, mesmo com ferramentas de IA generativa capazes de produzir textos, imagens ou trilhas sonoras, a intuição humana continua sendo o elemento central da criação.

O que significa ser humano?

Ao tentar explicar sobre o que é exatamente Pluribus, nem os próprios criadores parecem chegar a uma resposta definitiva. “É sobre natureza humana. Sobre o que significa ser humano”, disse Rhea.

“Mas também sobre felicidade, amor, relacionamentos e como definimos sucesso.” Gilligan prefere não dar respostas fechadas, nem citar a tecnologia. “Aprendo muito mais ouvindo o que as outras pessoas acham que a série significa”, contou.

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Sobre o Autor

Diretora de Marketing e Conteúdo da Itaqui e editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Atuou nas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. É bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing e MBA em Marketing. Em 2018, venceu o prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, concedido pelo Cecom. Nos anos de 2019 e 2020, foi destaque no mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, publicado pela Reality Books em 2020.

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