Sam Altman, CEO da OpenAI, afirma que contrato com Departamento de Defesa dos EUA ganha cláusulas para explicitar princípios e restrições.
A OpenAI está promovendo ajustes em seu contrato com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para deixar mais explícitos os limites de uso de suas tecnologias em atividades militares e de inteligência. A informação foi divulgada pela própria empresa após manifestação pública de seu CEO, Sam Altman.
Segundo Altman, e de acordo com informações da imprensa internacional publicadas pela Reuters, a companhia vem trabalhando com o governo norte-americano para incluir adições ao acordo já existente, com o objetivo de reforçar os princípios que orientam a atuação da desenvolvedora do ChatGPT em projetos ligados à área de defesa. A atualização ocorre poucos dias depois de a empresa anunciar um contrato para disponibilizar sua tecnologia na rede classificada do Departamento de Defesa.
De acordo com o executivo, uma das alterações estabelece que o Pentágono reconheceu formalmente que os serviços da OpenAI não serão utilizados por agências de inteligência vinculadas ao Departamento de Defesa, como a National Security Agency (NSA). Caso haja interesse em estender o uso a essas estruturas, será necessária uma modificação adicional e específica no contrato.
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A sinalização pública ocorre em um momento em que o avanço da inteligência artificial generativa no setor público tem ampliado o debate sobre governança, limites éticos e aplicações sensíveis da tecnologia. A relação entre empresas de IA e governos, especialmente em áreas de segurança nacional, tornou-se um dos pontos centrais da discussão global sobre responsabilidade e transparência no desenvolvimento dessas ferramentas.
Na semana anterior ao anúncio das mudanças contratuais, a OpenAI havia informado que suas soluções seriam implantadas na rede classificada do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Esse tipo de ambiente é utilizado para operações e comunicações que exigem alto nível de segurança e confidencialidade.
A adoção de tecnologias de IA por órgãos militares e de defesa tem avançado nos últimos anos, impulsionada pelo potencial de automação, análise de grandes volumes de dados e suporte à tomada de decisão. Ao mesmo tempo, cresce a pressão pública para que empresas de tecnologia estabeleçam diretrizes claras sobre como suas soluções podem, ou não, ser aplicadas em contextos estratégicos.
A atualização do contrato com o governo norte-americano mostra uma tentativa de delimitar de forma mais precisa essas fronteiras. Ao afirmar que eventuais serviços a agências de inteligência dependeriam de ajustes adicionais no acordo, a OpenAI indica que o uso de sua tecnologia nesses contextos não está automaticamente autorizado.
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