IA não corrige processos ruins, ela os amplia, alerta Forrester

Relatório destaca que, sem base operacional sólida, a adoção de inteligência artificial pode aumentar a ineficiência e prejudicar o crescimento

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Pessoa vestindo camisa azul segura uma lâmpada acesa com o símbolo “AI” (inteligência artificial) no centro, estilizado como um chip de computador. Ao fundo, há uma representação digital do mapa-múndi com elementos gráficos que sugerem tecnologia e conectividade global, retorno, parceria (consciênte, startups, decisão, generativa, industria, processo, gratuitas, tendências, serviço)
Imagem: Divulgação

Na corrida pela inovação, muitas organizações B2B estão apostando alto em inteligência artificial (IA), automação e estratégias centradas no cliente. Mas, segundo novo estudo da Forrester Research, um fator essencial continua sendo negligenciado: os processos.

Em artigo assinado pelas analistas Vicki Brown e Laura Cross, a consultoria afirma que os fluxos de trabalho internos são “a força silenciosa” por trás da execução e do crescimento. Quando falham, geram desalinhamento, desperdício de recursos, frustração nas equipes e perda de oportunidades. E com a chegada da IA ao centro das operações, o impacto se intensifica.

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“A IA não conserta processos ruins, ela os amplifica”, alertam as especialistas. De acordo com o estudo, a promessa de eficiência e escalabilidade que acompanha a adoção da IA pode rapidamente se converter em caos organizacional se a base de processos for frágil. Em vez de melhorar a produtividade, os sistemas inteligentes acabam acelerando falhas e inconsistências já existentes.

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Otimização de processos

Para enfrentar esse desafio, a Forrester lançou um novo framework de otimização de processos B2B, criado para ajudar líderes de operações a alinhar equipes, eliminar ruídos e gerar resultados mensuráveis. A metodologia propõe cinco etapas práticas: diagnosticar o problema real antes de agir, definir prioridades, projetar fluxos escaláveis, implementar com clareza e manter a melhoria contínua sem sobrecarregar os times.

Segundo as autoras, o objetivo é substituir a visão de processo como mera burocracia por uma abordagem estratégica, capaz de sustentar o crescimento em um ambiente tecnológico cada vez mais dinâmico.

O estudo exemplifica como o framework pode ser aplicado em áreas críticas, como pontuação de leads, orquestração de conteúdo entre times e planejamento de receitas orientado por IA. Nessas frentes, o desenho de processos claros é o que permite que a inteligência artificial realmente entregue valor, e não apenas complexidade.

Brown e Cross destacam que a maturidade operacional será o divisor de águas entre empresas que escalam com IA e aquelas que se perdem em automações mal estruturadas. “O sucesso começa com a clareza de propósito. Sem ela, nem os algoritmos mais avançados conseguem consertar a desordem”, apontam.

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