Metade das empresas brasileiras diz ter estratégia de modernização de mainframes

No Brasil, 78% mudaram estratégias no ano passado para se adaptarem às mudanças de mercado e geopolíticas, indica estudo da Kyndryl

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Mainframe. Imagem: Shutterstock
Mainframe. Imagem: Shutterstock

Quase metade das organizações brasileiras (47%) afirma ter uma estratégia formal de modernização de mainframes – o que indica que esses hardwares estão deixando de ser vistos apenas como legados e passando a ser tratados como plataformas de inovação. É o que defende a Kyndryl, a partir dos resultados da terceira pesquisa anual sobre modernização de mainframes.

A pesquisa entrevistou 500 líderes de tecnologia no mundo, incluindo 60 no Brasil. Analisou ainda métricas de uso, desempenho e maturidade em iniciativas de transformação de ambientes de mainframe.

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“A transformação dos mainframes deixou de ser uma pauta apenas tecnológica: ela é hoje um vetor estratégico para a inovação e a competitividade das empresas brasileiras”, diz em comunicado Spencer Gracias, diretor geral da Kyndryl Brasil. “Elas estão adotando uma abordagem muito mais pragmática para a modernização para gerar melhores resultados de negócios e incorporar novas tecnologias.”

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A pesquisa indica que os custos de projetos de modernização diminuíram, enquanto o retorno sobre o investimento aumentou. No Brasil, as organizações observam ROI variando de 354%, para aquelas que modernizam aplicativos no mainframe, a 243%, para as que migram cargas de trabalho do mainframe para outras plataformas.

Outro resultado: no Brasil, 78% mudaram estratégias de modernização de mainframe no ano passado para se adaptarem às mudanças do mercado, geopolíticas, novas regulamentações e tecnologias emergentes. Metade (49%) alega ter acelerado processos de modernização e 68% ter visto aumento no uso do mainframe no mesmo período.

As principais razões para o aumento do uso de mainframes foram a integração com tecnologias como nuvem, IA (51%), demandas por maior segurança e governança (49%) e o crescimento no volume de negócios (49%). Na média, as empresas brasileiras rodam cerca de 54% de suas aplicações de missão crítica em ambiente de mainframe.

Inteligência artificial

A pesquisa também indica que a IA se tornou catalisadora de negócios. Quase 90% das organizações no Brasil implementaram ou planejam implementar IA generativa no mainframe. Quando perguntadas sobre o ROI relacionado ao uso de IA no mainframe, a expectativa brasileira é de 129% de retorno, superando a média global de 83%.

A IA também está sendo usada para mitigar lacunas de habilidades. No Brasil, mais da metade das organizações (68%) relataram aumento no uso da plataforma no ano passado à medida que descobrem funções de alto valor como parte de um ambiente híbrido.

O estudo pode ser lido na integra, em formato PDF, nesse link.

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