Demanda por profissionais de IA cresce 21% por ano e aprofunda escassez de talentos

Pesquisa da Bain & Company aponta que salários subiram 11% anualmente. Consultoria dá dicas para as empresas

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Mulher executiva de óculos, com expressão concentrada, analisando informações em uma tela de computador. Ela está em um ambiente de escritório moderno, vestindo um blazer cinza, transmitindo foco e profissionalismo (pensamento computacional, profissionais de TI, executiva, trabalho, mulher, trabalhadora, trabalhadores, profissionais, cresce, ia generativa)
Imagem: Shutterstock

A demanda por profissionais com habilidades em inteligência artificial cresceu 21% ao ano desde 2019, bem acima da oferta. Como reflexo, os salários desses especialistas subiram 11% anualmente, superando o crescimento médio global de cerca de 4%. Essa “corrida” das empresas por profissionais de IA está gerando escassez de talentos qualificados e é um obstáculo para a implementação massiva da tecnologia.

É o que aponta uma pesquisa recente da consultoria Bain & Company no Brasil. Segundo 39% dos executivos ouvidos, a ausência de competências interna é a principal barreira para acelerar a implementação da IA generativa, superando preocupações com segurança.

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“Além da falta de especialistas, as empresas enfrentam o desafio de atrair e reter talentos em um mercado altamente competitivo. É preciso levar em conta que os profissionais mais qualificados evitam empresas que operam com tecnologias ultrapassadas e preferem trabalhar em ambientes que oferecem desafios técnicos avançados e uma cultura de inovação”, pondera Lucas Brossi, líder da prática de inteligência artificial na B&C.

Segundo o especialista, muitas organizações ainda apelam para “uma abordagem genérica” para contratação de profissionais de tecnologia, sem alinhamento entre necessidades do negócio e habilidades exigidas.

O que fazer?

Para mitigar esses problemas, a consultoria lista três medidas:

  1. Alinhamento estratégico: as empresas precisam estruturar contratações de forma mais direcionada, alinhando perfis buscados às necessidades reais do negócio. É essencial, diz a B&C, definir com precisão as áreas onde a IA pode gerar maior impacto e buscar talentos com especializações adequadas;
  2. Modernização tecnológica: atrair e reter talentos exige investimento em infraestrutura moderna e ferramentas. Tecnologias obsoletas afastam especialistas de ponta, que preferem trabalhar com soluções inovadoras;
  3. Cultura de IA: a inteligência artificial não pode ser um projeto isolado na TI. As empresas devem promover uma cultura organizacional que incentive a experimentação, a colaboração entre equipes e a aplicação da IA em diferentes áreas.

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