Gilson Magalhães: executivo tem desafio de manter crescimento da Red Hat na América Latina

Com 35 anos de experiência, Magalhães destaca apoio da IBM e o foco em open source, nuvem e IA como pilares para o crescimento na região

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Na imagem, Gilson Magalhães, da Red Hat América Latina, tem uma expressão amigável, vestindo um blazer preto sobre uma camiseta da mesma cor. Ele segura um chapéu vermelho em uma das mãos, com um leve sorriso no rosto. O fundo é neutro, em um tom de cinza escuro, o que destaca ainda mais as cores da vestimenta e do chapéu. O chapéu vermelho é o ponto focal da imagem, adicionando um toque de cor vibrante que contrasta com o traje escuro. A pose e a expressão transmitem um ar confiante e acessível.
Gilson Magalhães. Foto: Divulgação

Gilson Magalhães, o novo guardião da Red Hat para a América Latina, traz consigo mais de 35 anos de sabedoria no universo da tecnologia. Recentemente, assumiu a batuta da região depois de sua história bem-sucedida no Brasil, onde sua visão e experiência prometem conduzir a empresa a novos horizontes. Em conversa com o IT Forum, Magalhães revelou como a união com a IBM tem sido a pedra angular para a Red Hat em todo o mundo. Na América Latina, essa sinergia resplandeceu ainda mais, fazendo da região destaque no último ano fiscal.

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“Levar a Red Hat para o contexto IBM foi muito salutar. A experiência da IBM, especialmente no mercado financeiro, nos proporcionou uma alavancagem significativa em estruturação e confiança”, explicou Magalhães. Ele ressaltou que fazer parte de uma empresa centenária como a IBM trouxe um selo de estabilidade que elevou a Red Hat a um novo patamar no mercado latino-americano.

Magalhães destacou nesse contexto a importância do open source na estratégia da Red Hat. “O open source nos permite inovar rapidamente e conectar com novos empreendedores que utilizam essas soluções para impulsionar seus negócios”, afirmou. A empresa investiu forte na gestão de containers, alinhando-se às tendências de microsserviços que beneficiam tanto workloads atuais quanto futuros.

A Red Hat também tem se destacado na oferta de soluções de nuvem, aponta o executivo. “A cloud é fundamental para a competitividade das empresas, permitindo que façam coisas que não poderiam sem essa tecnologia”, disse. A plataforma de desenvolvimento da Red Hat, Open Shift, por exemplo, tornou-se uma das principais fontes de faturamento no Brasil, refletindo o crescimento global da empresa. Segundo ele, o Linux ainda é o carro-chefe, mas o Open Shift já superou o Linux em faturamento no Brasil, refletindo o crescimento da empresa em diversas direções.

Desafios de expansão

Substituir um líder de sucesso é sempre um desafio, e Magalhães não escapa dessa realidade. “Manter a sinergia e a dinâmica da América Latina em relação às outras regiões é fundamental. Recebemos seis troféus de melhor região do mundo, com o Brasil desempenhando um papel crucial”, comentou.

Para Magalhães, a chave para o crescimento e uma liderança eficaz está no equilíbrio entre gestão de pessoas e foco em resultados. “As pessoas precisam ter oportunidades iguais e serem ouvidas. Além disso, a empresa precisa vender e ter clientes satisfeitos”, afirmou. Ele acredita que esse equilíbrio tem sido essencial para o sucesso contínuo da Red Hat na região.

Futuro na Red Hat na América Latina

Apesar dos desafios, Magalhães está confiante no futuro da Red Hat. “Estamos no começo da jornada. Meu desafio é manter a América Latina como líder no crescimento, especialmente com as novas tecnologias como virtualização, automação e IA”, disse.

Com planos de investir no México e expandir no Peru, a empresa continua focada em desmistificar o uso do open source para missões críticas e garantir parcerias estratégicas. Inclusive a virtualização é um grande negócio para a Red Hat. Com fusões acontecendo nessa arena, o executivo aponta que essa frente tem saltado sobremaneira nos negócios da companhia.

Esse setor promete ser o grande negócio para a empresa nos próximos dois anos, e a equipe está animada com os exemplos de sucesso já obtidos. Segundo ele, a virtualização, por si só, pode alcançar um crescimento de 15% a 20%, competindo diretamente com os produtos de automação da Red Hat.

Além disso, a inteligência artificial é uma expectativa promissora. “Atualmente, desenvolver agentes de IA pode ser caro, mas o open source oferece uma alternativa mais econômica, alinhando-se com a estratégia da Red Hat de reduzir custos e incentivar a inovação”, finaliza ele.

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Sobre o Autor

Diretora de Marketing e Conteúdo da Itaqui e editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Atuou nas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. É bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing e MBA em Marketing. Em 2018, venceu o prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, concedido pelo Cecom. Nos anos de 2019 e 2020, foi destaque no mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, publicado pela Reality Books em 2020.

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