Faturamento do setor de distribuição no Brasil atinge R$ 28,9 bi em 2022

Crescimento de 3,2%, entretanto, ficou bem atrás do obtido em 2021, quando setor cresceu 14%, segundo Abradisti

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O setor de distribuição de TIC no Brasil movimentou R$ 28,9 bilhões em 2022, segundo estudo setorial da Abradisti (Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação). O crescimento de 3,2% referente ao período, no entanto, ficou bem atrás do crescimento alcançado de 14% em 2021.

A pesquisa realizada em maio com o apoio da empresa de pesquisa IT Data ouviu 49 associados da categoria Distribuidores da Abradisti, representando 76% de todo o mercado de TIC no Brasil (a entidade possui também as categorias Fabricantes e Parceiros Estratégicos, somando 65 associados atualmente).

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Os distribuidores de TIC estimavam um crescimento de faturamento de 10% quando responderam à pesquisa do ano passado entre março e maio de 2022. Na análise do estudo, os resultados do primeiro semestre mostravam que este percentual de crescimento era bem realista.

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Mas a instabilidade política vivida em 2022, ano de eleições, assim como a instabilidade econômica, com aumento da inflação e dos juros, frearam o mercado de TIC. Pela primeira vez desde que a IT Data estuda esse mercado (há 18 anos), as vendas no segundo semestre foram inferiores às do primeiro.

De acordo com Ivair Rodrigues, fundador e diretor de Estudos de Mercado da IT Data, alguns produtos muito importantes para os distribuidores não tiveram boa performance no segundo semestre como celulares, produtos de rede, produtos relacionados a game, etc.

Para este ano, os associados que responderam à pesquisa se mostraram bem conservadores em projeções de crescimento. A expectativa, na visão deles, é de que haja um crescimento em seu faturamento de 2,8% em TIC em 2023.

No ano passado, o principal desafio apontado por 52% dos distribuidores da entidade foi com relação ao gerenciamento remoto dos funcionários. Como 75% dos distribuidores ainda adotam o modelo “home office” parcial, essa preocupação caiu para 29%. Em 2023, a taxa de juros foi apontada como o grande desafio para 62% dos entrevistados.

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