Como a BP usou IA para reduzir as faltas dos pacientes em exames?

Projeto em parceria com a GE usa inteligência artificial (IA) para prever possíveis ausências dos pacientes, reduzindo desperdícios

Publicado:

Leitura 2 minutos

Lilian Hoffmann, CIO e COO da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo
Lilian Hoffmann. Foto: Divulgação — Foto: Foto: Divulgação

Com o objetivo de reduzir o índice de faltas de pacientes que agendavam exames diagnósticos, e que para alguns exames específicos chegava a 20% do total, a área de medicina diagnóstica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo – levou adiante um projeto inovador. O Smart Schedulling, feito em parceria com a GE, adotou algoritmos preditivos de inteligência artificial (IA) para prever que pacientes tinham mais risco de faltar e, com isso, adotar medidas pró-ativas.

O MVP de inovação foi executado durante o primeiro semestre desse ano. O objetivo do hospital paulistano era, primeiro, evitar que os pacientes deixassem para depois os cuidados com a própria saúde. Em segundo lugar, reduzir os desperdícios decorrentes dessas faltas, afinal as máquinas ficavam ociosas.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

“[A inteligência artificial] se paga. É o tipo de projeto que já dá para colocar números e mostrar um ‘payback’ [retorno] interessante”, diz ao IT Forum a diretora executiva de tecnologia e inovação da BP, Lilian Hoffmann. “A IA tem muitas potencialidades, e cabe a nós CIOs encontrar usos que convençam o investimento.

Entre os agendamentos de exames monitorados, o projeto chegou a reduções de “no show” de 17% para 10%. A ocupação das máquinas de exames subiu de 74% para 81%, graças ao remanejamento de horários possível com a solução. Nos seis meses de teste, 774 exames adicionais foram realizados, com incremento de quase R$ 410 mil de janeiro a julho de 2022.

E o projeto deve evoluir. Além de inserir novas variáveis no algoritmo de predição e tentar demonstrar os resultados assistenciais decorrentes do índice menor de faltas, Lilian diz que o próximo passo é ter os dados do algoritmo disponíveis para os gestores em tempo real. Isso permitiria uma melhor gestão dos horários disponíveis para exames.

“Nossa meta é chegar a 2 ou 3% de falta, porque aí estamos falando de intercorrências, algo que não pode ser previsto”, diz.

Ouça o podcast!

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita